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O Escudo: a nova unidade monetária da República na Casa da Moeda até dia 15 de Julho

Data de publicação: 
18.05.2011

O presidente da INCM, Estêvão de Moura, manifestou o desejo de que a exposição “O escudo: a nova unidade monetária da República”, que inaugurou dia 17 de Maio na Casa da Moeda, possa ser vista pelo maior número de pessoas.

“Espero que esta exposição em que se fala da moeda da República, o escudo, possa ser vista pelo maior número de pessoas, tanto pelas gerações mais novas, a quem o escudo já pouco diz, como pelos mais velhos, que poderão vê-la com algum saudosismo”, disse Estêvão de Moura.

Exibindo uma moeda de escudo alpaca que trazia consigo, Estêvão de Moura destacou a qualidade da exposição comissariada por Nuno Valério e Maria Eugénia Mata, ambos especialistas em história económica presentes na inauguração e elogiou igualmente o catálogo que foi produzido.

“O catálogo é magnífico e ficará como um repositório” da exposição e da própria história do escudo, moeda que faz parte da “produção emblemática da Casa da Moeda”, afirmou o presidente do conselho de administração da INCM.

“Temos participado de uma forma quase invisível nas Comemorações do Centenário da República” disse ainda Estêvão de Moura, afirmação que Maria Fernanda Rollo, membro da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República contestou.

“A colaboração da INCM com a Comissão tem sido invulgarmente solidária e das mais consistentes e persistentes”, afirmou a comissária Fernanda Rollo, salientando que entre o trabalho desenvolvido em parceria se incluem “os catálogos das exposições promovidas pela CNCCR, que têm sido quase todos editados pela Imprensa Nacional Casa da Moeda e a edição de uma moeda comemorativa”.

Para Maria Fernanda Rollo, “o trabalho feito pela INCM é a assumpção do papel que a instituição desempenha nas Comemorações do Centenário da República”.

Os conteúdos da exposição foram apresentados pelo comissário Nuno Valério, que explicou as razões para o aparecimento do escudo e para a reforma monetária realizada em 1911 pelo Governo Provisório da República.

Motivos políticos mas também financeiros conduziram à introdução da nova moeda. Se por um lado, o nome da moeda da monarquia, o real, não agradava aos republicanos, que também não viam com bons olhos a efígie de reis nas moedas correntes, por outro lado estava também em causa o seu valor. “O real valia muito pouco e o escudo veio valorizar a moeda portuguesa da República, que passou a valer mil reais”, explicou o comissário.

Na exposição, em que se podem ver as diferentes moedas e notas produzidas durante a I República, traça-se também um quadro da evolução do valor do escudo, desde 1911 até à actualidade. Num painel pode ver-se por exemplo que, em 1911, o valor do escudo era equivalente ao do dólar. Mas a moeda da República desvalorizou em vários períodos da sua história – até à introdução do euro - e o custo de vida subiu 3500 vezes. O escudo de 1911 valeria hoje 17,50 euros.

A exposição O Escudo: a nova unidade monetária da República” está patente até dia 15 de Julho na Casa da Moeda. A entrada é livre e está aberta das 9h00 às 19h00 de segunda a sexta-feira.