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Memórias de Maria Veleda editadas em livro

Data de publicação: 
06.04.2011

“A República não me concedeu favores nem a mim nem aos meus – e disto me orgulho”. Estas são as últimas palavras das Memórias de Maria Veleda, publicadas em 1943 no jornal República e agora editadas no livro apresentado dia 5 de Abril na Biblioteca Museu República e Resistência, em Lisboa.

“Memórias de Maria Veleda - feminista republicana, escritora e conferencista” é o título da obra agora editada pela Imagens&Letras, com introdução e notas de Natividade Monteiro, “investigadora rigorosa e a grande especialista em Maria Veleda”, como a ela se referiu Anne Cova, orientadora da tese de natividade Monteiro e a quem coube a apresentação do livro.

Para Anne Cova, que traçou o percurso de vida de Maria Veleda e das muitas lutas em que se envolveu, ela foi “um exemplo paradigmático e uma das mais importantes dirigentes do movimento feminista da primeira vaga” para quem a “emancipação de mulher se faria através da educação e do trabalho”.

No auditório da Biblioteca Museu República e Resistência estiveram vários familiares de Maria Veleda, distribuídos por várias gerações que deram grande contributo para a publicação deste livro: as netas Maria Leonor e Maria Ester Guerreiro da Franca, a bisneta Maria José Guerreiro da Franca Miranda e ainda dois trinetos.

“Foi talvez a mulher mais coerente da República” e “do quarteto de que fez parte, com Ana de Castro Osório, Carolina Beatriz Ângelo e Adelaide Cabete – “foi a única que conseguiu levar a vida que queria”, sublinhou por seu turno o investigador João Esteves,.

Mãe solteira por opção, num tempo em que era preciso ter muita coragem para tal, Maria Veleda “optou por ter a família que quis: aceitou ter um filho fora do casamento, teve ainda um filho adoptivo e viveu sempre com a mãe”, mesmo em tempos difíceis.

E quando - depois da noite sangrenta de 19 de Outubro de 1921 – se desiludiu com a República, “essa desilusão não fez com que deixasse de ser republicana”, acentuou João Esteves.

Mas para melhor se conhecer esta “mulher única no mundo”, há agora o livro das suas memórias, que está já nas bancas das livrarias.