xhamster xvideos pornhub redtube xxx thumbzilla

Livros República apresentados no Palácio Valadares

Data de publicação: 
18.03.2011

Quatro novos títulos da colecção República, da editora Fonte da Palavra, foram dia 17 de Março apresentados no Palácio Valadares, onde se deram a conhecer as biografias de figuras republicanas relativamente pouco conhecidas do público e a merecer maior destaque, como salientou Rogélia Neves, da Associação Cedro, parceira nesta edição.

“Um Republicano chamado José Fontana” de Maria Manuela Cruzeiro “Biografia de Jaime Batalha Reis”, de Maria do Rosário Lopes Batalha, “Perfil para uma Pioneira: Adelaide Cabete (1887-1935)”, de Isabel Lousada e “Carolina Beatriz Ângelo (Médica, Republicana, Sufragista…)” de Maria Antonieta Garcia são as obras da colecção República agora editadas.

António Reis, a quem coube apresentar o livro de Maria Manuela Cruzeiro, considerou quase provocatório o título da obra “Um republicano chamado José Fontana”, porquanto este “se demarcou claramente do republicanismo”, passando a defender o socialismo.
Mas aceitou-o: “Foi um republicano especial, especialíssimo que nos guiou pelo republicanismo inicial e pelo socialismo”, disse António Reis, sustentando que José Fontana foi “o pai do movimento sindical português” e não deve ser confundido com o italiano Giuseppe Fontana.

Este livro de Maria Manuela Cruzeiro “é um relato apaixonado, que revela investigação e levou a autora a ir à pequena aldeia italiana de Cabbio, na Suíça, onde nasceu José Fontana e onde viveu até aos sete anos de idade”.

Autor de vários artigos importantes que justificam leitura, José Fontana, que foi um dos organizadores das Conferências do Casino, não era porém um pensador do socialismo. “Antero pensava. Fontana agia”, sublinhou António Reis.

Já Irene Fialho, que apresentou o livro de Isabel Lousada, elogiou o título da obra: “Perfil para uma Pioneira: Adelaide Cabete”  porque “é de pioneirismo que aqui se fala, nesta belíssima investigação”.

“Adelaide procurou sempre aprender. Aos 22 anos fez exame da quarta classe. Aos 27 acabou o liceu. Aos 33 era licenciada em Medicina”, tendo sido uma das primeiras médicas em Portugal, salientou.

Destacando as várias batalhas travadas por Cabete, fosse na área da pedagogia e educação infantil, fosse na luta contra o alcoolismo ou ainda pelo abolicionismo, Irene Fialho destacou o seu “exemplo de coragem” e o facto de ela não ter deixado de ser republicana, nem mesmo quando o regime republicano a traiu não dando o direito de voto às mulheres.

António Ventura apresentou o livro de Maria do Rosário Lopes Batalha, a “Biografia de Jaime Batalha Reis”, um nome da geração de 70, que conciliou as vertentes científicas e cívica.

“Batalha Reis conviveu com figuras notáveis nas Conferências do Casino, teve além disso um percurso científico, como agrónomo e estudioso da filoxera e foi também diplomata”, contou.

Já na República foi em 1913 enviado à Rússia, para as comemorações da dinastia Romanov, tendo aí sido apanhado pela revolução em 1917, relatou António Ventura, segundo o qual este livro tem o mérito de retirar do esquecimento Batalha Reis, que é uma figura ainda pouco conhecida.

A obra de Maria Antonieta Garcia sobre“Carolina Beatriz Ângelo (Médica, Republicana, Sufragista)” foi apresentada pelo jornalista António Melo, para quem este “é um livro de encantar”, cujo prazer reside “no trabalho de memória” levado a cabo pela autora, que estudou a vida de Carolina na Guarda, onde nasceu e estudou até ao fim do curso dos liceus.

“A mim valia-me o facto de meu pai permitir que lesse o jornal, histórias em folhetins, romances. Como eu usava, cheia de prazer, esses tapetes de feiticeiro para viagens de encantar”. Esta foi uma das várias citações escolhidas por António Melo para falar do livro e da biografada.

“E é bom não esquecermos que Carolina Beatriz Ângelo foi a primeira mulher a votar em Portugal”, sublinhou.