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LER História apresenta número especial :“Repúblicas: Culturas e Práticas”

Data de publicação: 
01.04.2011

“Aprende-se muito com a leitura desta edição da LER História e com o leque variado de estudos publicados nesta revista”, disse Sérgio Campos Matos, professor do Departamento de História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, na apresentação do nº59 daquela publicação,” um número especial”, editado para assinalar o centenário da República.

“Repúblicas: Culturas e Práticas” é o título deste número da LER História, que, se não logrou alcançar o objectivo de apresentar estudos comparados sobre as Repúblicas, conseguiu porém  mostrar a diversidade de formas e aspectos – sociais, políticos, culturais – assumidos pela República e pelo republicanismo em vários pontos do globo.

São 14 artigos, resultantes de estudos recentes  e neles  fala-se de quase tudo. Não só dos modelos nacionais da República e do republicanismo português, mas também da forma como a República era vista no estrangeiro  e também das experiências políticas vividas na mesma época, noutros países: da Turquia, ao Brasil, de Espanha a Itália.

Abordam-se também questões culturais, como o faz Irene Vaquinhas, no seu artigo sobre “Os perigos da leitura no feminino: dos livros proibidos aos aconselhados (séculos XIX e XX)”. 

E fala-se também de cultura política e da estratégica utilização política da imagem. “A Mão de Afonso Costa”  é o título do artigo de Nuno Pinheiro - numa referência à radiografia da mão do ministro da justiça, que em 1911 apareceu publicada na Ilustração Portuguesa , numa época em que o Raio X era ainda uma recente técnica científica.

“Trata-se, obviamente, da imagem de um político a querer  mostrar as realizações do regime”, diz  Nuno Pinheiro, para quem a mensagem que Afonso Costa queria transmitir era a de que “os republicanos não eram apenas defensores do progresso como eram capazes de o trazer para Portugal. Esta imagem é um programa político”, sublinha o autor.

Os bairros sociais da I República, os lojistas de Lisboa e o republicanismo, a República Kemalista na Turquia, a laicização em França, a República no seu estado colonial em Angola são outros temas tratados nesta LER História, uma revista que se publica já desde 1983 e tem “a contemporaneidade como espaço de eleição”, nas palavras de Maria João Vaz, directora adjunta desta publicação do Centro de Estudos de História Contemporânea do ISCTE.