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Homenagem aos Balletts Russes

Data de publicação: 
26.10.2010

Homenagem aos Balletts Russes

Local: Lisboa, Teatro Camões
Datas: 27, 28, 29, 30 Outubro 2010 às 21h00; 31 Outubro às 16h00 (tarde em família)

Local: Almada, Teatro Municipal de Almada
Datas: 3 de Novembro de 2010 às 21h30

Organização: Companhia Nacional de Bailado, com o apoio da CNCCR.

 

Resumo: Nas comemorações do centenário dos Ballets Russes de Sergei Diaghilev, que em 20 anos de existência marcaram um traço indelével na história da dança, a Companhia Nacional de Bailado apresenta no Teatro Camões um programa com três coreografias, de referência e homenagem àquela Companhia: As Bodas na versão original de Bronislava Nijinska, Fauno de Vasco Wellenkamp, a partir do tema que inspirou Nijinski para a sua criação de Prélude à l'après-midi d'un faune e, em estreia absoluta em Lisboa, A Sagração da Primavera do coreógrafo espanhol Cayetano Soto.

Mais informações em: http://www.cnb.pt

AS BODAS
Coreografia Bronislava Nijinska
Canto, Música e Argumento Igor Stravinski
Cenários e Figurinos Natalia Gontcharova (sketches John Gilkerson)

(…) Combinando o talento de três importantes artistas, Igor Stravinski para a composição musical, Nijinska e Goncharova para o décor, Diaghilev fundiu as várias artes para criar um trabalho que resultou num invulgar afastamento estilístico de produções anteriores. Reconhece-se que tal facto se deveu em grande parte à concepção pessoal de Nijinska, dado que foi ela quem, desde o início, concebeu uma produção austera e essencialmente funcional. Tratava-se seguramente de uma ideia pouco convencional para um tema que se adaptava mais do que nenhum, a uma imagem inerente à arte popular. A descrição, em quatro cenas, de um casamento campesino da Rússia, foi visualizada por Nijinska, não como Goncharova o concebia, com arrojados padrões e vívidas cores, mas como uma produção austera e simplificada, com ênfase distintamente na dança. (…) Nijinska utilizou movimentos de folclore e estilizou-os de um modo moderno e mecânico, enquanto Stravinski obteve a partitura e o libreto da literatura popular russa, em particular da colecção de canções populares compiladas por Pavel Kireyevsky, e Goncharova realçou o ponto de partida dos seus colaboradores criando figurinos inspirados no vestuário dos camponeses russos. A receptividade do público ao bailado As Bodas foi manifestamente entusiástica, e recebidos grandes elogios, associando-se-lhe a ideia de uma sofisticada fusão do primitivismo e mecanização, do campestre e do civilizado.

FAUNO
Coreografia, Cenário e Figurinos Vasco Wellenkamp
Música Claude Debussy (L’Après midi d’un Faune)
Desenho de Luz Vítor José e Vasco Wellenkamp
Multimédia Marco Arantes

Nesta última versão, intitulada Fauno, inspirei-me na dualidade meio homem meio animal dessa figura mítica. No sonho erótico do animal demoníaco procurei retratar a sua avidez sensual e, na imprecisão da sua humanidade, alcançar a beleza e os sinais irreprimíveis das emoções humanas. Este é, no entanto, um Fauno substancialmente diferente dos que coreografei anteriormente na exacta medida em que as circunstâncias, os intérpretes e a maturidade, que entretanto adquiri, fizeram de mim um coreógrafo igualmente diferente. Dito isto, quero deixar claro que não renego as versões que fiz no passado, muito pelo contrário, mas que o impulso criativo que hoje me motiva corresponde a outro tempo.

Vasco Wellenkamp

A SAGRAÇÃO DA PRIMAVERA, estreia em Lisboa

Coreografia Cayetano Soto
Música Igor Stravinski
Dramaturgia Nadja Kadel
Figurinos e Desenho de Luz Cayetano Soto

"Após o historial de um século de apresentações da Sagração da Primavera, e de incontáveis interpretações coreográficas do sacrifício humano pagão, após um dos maiores escândalos nas artes do espectáculo do século XX, e das inúmeras tentativas de reconstituição da coreografia original, Cayetano Soto pretende reinterpretar a composição de Stravinsky integrando o tema do sacrifício humano. Torna-se hoje demasiado evidente que não é possível manter o fantasma da depuração social através do sacrifício de um bode expiatório. A florescente etnologia que emergiu durante a época colonial, no início do séc. XX, projectou estes mecanismos depurativos para sociedades arcaicas, ultrapassando deste modo o facto de que a realidade num mundo laico actual é muito mais complexa. Aos olhos de Soto a sociedade desintegra-se e divide-se em grupos rivais que, de facto, seleccionam inúmeras vítimas, mas que já não se apercebem do efeito redentor destes sacrifícios."

Nadja Kadel