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Exposição: Res Publica. 1910 e 2010 face a face

Data de publicação: 
30.09.2010

Exposição
Res Publica. 1910 e 2010 face a face

Uma iniciativa da Fundação Calouste Gulbenkian com o apoio da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República.

Local: Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, Edifício Sede e Jardins
Inauguração: 7 de Outubro de 2010, 18h30
Período de exibição: 7 de Outubro de 2010 a 16 Janeiro de 2011
Horários: 10h às 18h, Terça a Domingo
Comissárias: Maria Helena de Freitas e Leonor Nazaré

Realizada em parceria com a Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República em Portugal e integrada, por isso, num vasto conjunto de iniciativas, esta exposição proporá o confronto entre obras do início do século XX e do início do século XXI em função de problemáticas que discutem a natureza da res publica e das heranças sociais da República.

Resumo: As causas públicas, a sua emergência e vitalidade comunitárias estão necessariamente presentes no acto artístico, do mais íntimo ao mais político; e se o universo subjectivo dificilmente se isenta da sua inscrição colectiva, só por ilusão a intenção socialmente interventiva se subtrai ao determinismo individual.

As duas primeiras décadas do século XX em Portugal foram prolíferas em crítica satírica, em humor esclarecido e em desafios lançados à perspicácia social de uma elite. A primeira década do século XXI tem sido igualmente prolífera em esbanjamento crítico, de muito diversas tipologias, dirigido à decifração multi-modal de um público alargado. O primeiro modernismo português fixou tipos sociais e caracteriais estereotipados e, à excepção de Amadeo, restringiu a experimentação à liberdade cromática e “figurativa” do traço e da pincelada. A arte dos anos 90 e 2000 no nosso país reflecte e projecta a possibilidade praticamente infinita de uso de todos os media e técnicas que o mundo entretanto globalmente desenvolveu.

No início do século XX, a cenografia, a decoração, as artes gráficas cruzam-se com o território da pintura no espaço não muito alargado da folha ou da tela. No início do século XXI o design, a comunicação, a ciência são trazidos para dentro do espaço digital, imaterial e tecnológico. No início do século XX, A Res Publica é invocada com o sarcasmo ou o cinismo local de um olhar magoado mas sobrevivente. No início do século XXI A Res Publica é sujeito e objecto de desorientação civilizacional, e já não apenas social.

Propomos o mapeamento destas realidades, com a exposição de obras destes dois momentos, que um século separa e que o próprio tema unifica. Com incidência nacional, a exposição deverá também incluir obras de artistas estrangeiros que pontuem ou sublinhem aspectos da abordagem desenvolvida.

Ciclo de Conferências:
20 Sábado às 17h, Aud. 2
A COISA PÚBLICA COMO PROCESSO DE TRANS-INDIVIDUAÇÃO
por Bernard Stiegler – Filósofo, director do departamento de desenvolvimento cultural do Centro Georges Pompidou, em Paris. Na última década, tem orientado as suas reflexões para uma análise sistemática dos efeitos do sistema de produção/consumo criado pelo capitalismo hiper-industrial.

CULTURA DO POSSÍVEL E FUNDAÇÃO DA VIDA POLÍTICA
por Marie-José Mondzain – Filósofa, Investigadora na École de Hautes Études en Sciences Sociales, em Paris e tem vários livros publicados sobre a natureza do olhar e da imagem.

27 Sábado às 17h, Aud. 2
A ERA DA EMANCIPAÇÃO JÁ PASSOU?
por Jacques Rancière – Filósofo, político e professor emérito da Universidade de Paris VIII-Vincennes. As obras mais recentes incluem ensaios sobre o cinema, o teatro, a literatura.

(Título a definir)
por Georges Didi-Huberman – Filósofo, historiador de Arte e director de investigação na École de Hautes Études en Sciences Sociales, em Paris. É o autor contemporâneo que mais e melhor escreveu sobre a imagem em todas as suas dimensões: religiosa, política, filosófica

Mais informações: http://www.gulbenkian.pt/index.php?object=160&article_id=2679&langId=1