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«Adelaide Cabete», um livro sobre “um ser excepcional”

Data de publicação: 
26.01.2011

“Um ser excepcional”, “uma mulher que lia coisas que a maioria das pessoas do seu tempo não conhecia”, “uma mulher para quem o casamento foi uma libertação” e que, além de feminista, foi “uma lutadora pela República”.

Estas foram algumas das observações feitas por Isabel do Carmo sobre a figura retratada no livro “Adelaide Cabete”, da autoria de Isabel Lousada, uma edição da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) ontem apresentada na Biblioteca-Museu República e Resistência, em Lisboa.

Começando por situar a figura de Adelaide Cabete (1867-1935) na história de Portugal e da Europa, Isabel do Carmo destacou o pseudónimo que esta médica adoptou quando, em 1907, entrou para a Maçonaria: Louise Michel – o nome de uma das líderes da Comuna de Paris.

Outro facto digno de registo no percurso extraordinário de Adelaide Cabete, que em 1900 se haveria de formar em Medicina foi, para Isabel do Carmo,  a forma como estudou. “Só aos 22 anos fez a instrução primária, já depois de se ter casado, aos 19, com um homem muito especial”, que a ajudou a formar-se. E aos 33 anos era já médica, uma das poucas então existentes no país.

Higienista, humanista e feminista, Adelaide Cabete envolveu-se em várias lutas, “coisas para darem ânimo”, como dizia. E “foi uma vencedora”, salientou Isabel do Carmo, já que muitas das lutas que travou foram ganhas, embora algumas já depois da sua morte.
A República pela qual Adelaide Cabete lutara, chegou enfim em 1910, a maternidade Alfredo da Costa, por cuja existência pugnara, desde que tivera Alfredo da Costa como professor de Anatomia, tornou-se uma realidade em 1932 e a despenalização da prostituição, outra batalha que a médica também travou, acabou por chegar em 1983. “Adelaide Cabete foi uma vencedora”.

A autora do livro, a investigadora Isabel Lousada (FCSH/UNL), destacou que o dia por si escolhido para esta apresentação, 25 de Janeiro, coincidiu com o aniversário de nascimento de Adelaide Cabete, ainda que a mulher sobre quem escreveu não gostasse de comemorar essa data.

Teresa Fragoso, presidente do CIG, fechou esta sessão na Biblioteca Museu República e Resistência na qual esteve presente Maria Barroso, entre as várias dezenas de pessoas que encheram o auditório.