Recortes de Imprensa

  • 06.04.2011
    JL
    Escola de Cidadãos

    JLeducar
    1922 Monitoras de ginástica do Liceu Garrett

    Há 100 anos, a reforma republicana do Ensino Primário procurava inverter o triste legado de um país pobre, com uma taxa de analfabetismo que rondava os 80 por cento. No Palácio Valadares, em Lisboa, a exposição "Educar" passa em revista a herança pedagógica republicana que, se nem sempre cumpriu os objetivos, teve, pelo menos, grandes ambições

    Meninos perfilados, vestidos de igual, olham a objetiva do fotógrafo com temor ou curiosidade, depende da têmpera de cada um. Podem ser os nossos avós, nesse tempo, improvável a nossos olhos, em que eram mais novos do que nós. "(...) O mais imperioso dever do Estado é instruir, porque instruir é enriquecer e dar felicidade.", lê-se logo na entrada da exposição "Educar - Educação para Todos. Ensino na I República" que pode ser vista no Palácio Valadares, em Lisboa (no Largo do Carmo), até 30 de junho. Esta afirmação de princípios, base programática do ideal republicano, pertence a César da Silva e foi proferida em 1912 durante um dos vários congressos pedagógicos realizados nos anos 1922 Monitoras de ginástica do Liceu Garrett que se seguiram à implantação da República. Não foi um simples punhado de palavras lançado ao vento. Como declara ao JL a comissária da exposição, Maria Cândida Proença, professora da Universidade Nova de Lisboa, "nos últimos anos da monarquia já a propaganda republicana incidia muitos nos temas educativos, nomeadamente na necessidade de regenerar o futuro da nação através do livre acesso dos portugueses à instrução."

    No estertor da monarquia, o Partido Republicano "propunha reduzir o analfabetismo (cerca de 80% em 1890), criar instituições de educação pré-escolar adequadas, uma rede de escolas primárias eficaz, gratuitas, de frequência obrigatórias e neutras do ponto de vista religioso, com planos de estudo individualizados, aliando teoria e prática, trabalho individual e coletivo." Imbuídos desse espírito, os membros do Partido Republicano criaram, ainda em 1904, a Sociedade Promotora de Educação Popular e, meses depois, a Escola-Oflcina n"l, no Largo da Graça, em Lisboa (ainda hoje existente).

    Este esforço, como se frisa na exposição, foi acompanhado por vasta produção teórica sobre pedagogia: Faria de Vasconcelos, Jaime Cortesão, João Soares, Leonardo Coimbra, Borges Grainha, Álvaro Viana de Lemos, António Aurélio da Costa Ferreira, António Sérgio, Alves dos Santos, João de Barros, João de Deus Ramos (filho do autor de A Cartilha Maternal e criador dos ainda hoje existentes Jardins Escola João de Deus), entre outros, escreveram amplamente sobre a necessidade de transformar profundamente a escola para transformar do mesmo modo a sociedade. O futuro Presidente da República, Bernardino Machado, professor da Universidade de Coimbra, escrevia, por exemplo, estas palavras iluminadas pelo idealismo: "A vontade forma -se pela luta com a necessidade, satisfazendo-se todos os apetites e desejos infantis. A vontade não se extingue; mas sem a disciplina que a princípio só lhe pode incutir a própria necessidade e sanção das leis naturais e sociais, irrompe de encontro a tudo e a todos, como que em busca da luta que lhe negam". "Na exposição - explica MCP - procurámos devolver a voz a estes homens, ouvindo-se os seus textos gravados pelos atores Manuel Wiborg, Paulo Pinto e Pedro Gil."

    E as prioridades da Escola Republicana, quais eram? Antes de mais, a educação cívica e patriótica. Cultores da pátria e dos seus maiores símbolos (data dessa época a criação do termo "lusismo"), os educadores republicanos incensaram, para proveito e exemplo dos alunos, figuras como Camões, Vasco da Gama, D. João de Castro, mas também figuras da monarquia como o Rei D. João I ou o seu filho, o Infante D. Henrique. Mas o investimento pedagógico da época não passou apenas pela retórica patriótica, passou ainda pela aposta no ensino técnico e profissional e pelo ensino experimental das ciências, conforme se pode ver na exposição, em que são recriados os ambientes de uma oficina e de um laboratório escolar. As primeiras consequências dessas medidas puderam ser observadas ainda em plena vigência da República, quando, como é lembrado numa secção da mostra, algumas de jovens raparigas qualificadas romperam com séculos de imposições e chegaram ao mercado de trabalho como datilógrafas, enfermeiras ou (em casos mais raros) como médicas e advogadas.

    Como escreve MCP no catálogo da exposição: "Uma das características mais inovadoras da escola republicana residiu na criação de um novo conceito de cidadão - o "homem novo" que era mister formar. A principal vertente da formação desse homem novo republicano assentava na introdução de uma área de formação cívica na escola primária com a qual se pretendia reforçar o aspeto laico e mesmo anticlerical do ensino, apesar das declarações de neutralidade presentes nos textos legais." Expressão disso mesmo era a festa da árvore, evocada no final da exposição, ritual cívico com que, de algum modo, a laica República procurava substituir, no coração do povo, as celebrações religiosas. Associada simbolicamente à regeneração da sociedade, esta festa fora criada pela maçonaria ainda antes de 1910, mas difundiu-se sobretudo a partir de 1913 (através de O Século Agrícola) e serviu, em muitos casos, para consagrar os novos símbolos do regime (como a bandeira e o hino)e para reafirmar a importância que a escola para a formação do caráter, no amor pela natureza e pala vida. Muitas décadas antes da criação de uma consciência ecológica, vemos centenas de meninas e meninos, acompanhados pelos seus professores, de pá na mão, a semear árvores que, em muitos casos, ainda nos oferecem sombra. Faziam-no com indesmentível brio, como se trouxessem consigo a chave do futuro.»

    Maria João Martins

  • 06.04.2011
    Público
    Novo comissário do PhotoEspaña dedica festival deste ano ao retrato

    A 14ª edição do festival de fotografia e artes visuais, PhotoEspaña, foi apresentada esta terça-feira em Madrid. Entre 1 de Junho e 24 de Julho vão estar disponíveis ao público 68 exposições, divididas por 61 museus, galerias, centros de arte e salas de exposições. Madrid é onde quase tudo acontece, mas Lisboa, Cuenca e Alcalá de Henares também se associaram ao festival, apresentando por isso exposições.

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    Fotografia do artista Shilpa Gupta, em destaque na edição deste ano (DR/ Artist and Gallerie Yvon Lambert, Paris)

    A edição deste ano tem como principal responsável Gerardo Mosquera que inicia o seu ciclo de três anos como comissário geral, sucedendo assim o português Sérgio Mah. Para o seu ano de estreia, Gerardo Mosquera apresenta o tema “Interfaces. Retrato y comunicación”, que tem como principal enfoque o retrato, “um dos géneros mais vastos e importantes da fotografia”. “O retrato, cujo elemento fundamental é o rosto, principal portador da identidade do indivíduo e que articula identificação, carácter e personalidade”, escreve a organização num comunicado, justificando a escolha deste ano. “O rosto é uma máquina de comunicar e a fotografia captou essa comunicação graças à sua capacidade de congelar expressões”, pode-se ler no mesmo comunicado.

    A par das 68 exposições, de 370 artistas e criadores de 55 nacionalidades, entre eles Cindy Sherman, Thomas Ruff, Ron Galella, Alfredo Jaar, Hans-Peter Feldmann, Dayanita Singh, Kan Xuan e Nancy Burson, o PhotoEspaña 2011 apresenta ainda mais de 60 actividades diferentes, como debates, programas educativos, ateliers de fotografia, projecções, entre outros. A organização aposta ainda numa maior interacção online com concursos e iniciativas propositadamente criadas para a Internet e para as redes sociais.

    Com a saída de Sérgio Mah, Portugal tem uma presença mais reduzida na edição deste ano, apresentando uma exposição sobre o Centenário da República Portuguesa e a projecção do documentário “48”, sobre a ditadura de Salazar, de Susana da Sousa Dias. A Embaixada de Portugal em Madrid e o Instituto Camões apresentam ao público espanhol a exposição “Um diário da República”, com cerca de 80 imagens recolhidas no ano passado, por ocasião do centenário da República. Também o Museu Colecção Berardo, em Lisboa, une-se uma vez mais ao certame, com a exposição “Cien veces Bguyen”, de Alfredo Jaar. A menina Nguyen, que o artista conheceu num campo de refugiados em Hong Kong, é a protagonista de uma instalação em que o seu rosto se repete, numa obra que pretende ser uma reflexão sobre o efeito distante das notícias.

    O PhotoEspaña tem como principal objectivo não só promover projectos fotográficos, vídeos e instalações de fotógrafos e artistas visuais, espanhóis e internacionais, já destacados na área como também dar a conhecer novos criadores, premiando aqueles que mais se destacaram nas diferentes vertentes da fotografia.

    Por Cláudia Carvalho

  • 06.04.2011
    O Mirante
    Crianças de Tomar plantam árvores para assinalar centenário da República

    Os alunos da Escola do 1º Ciclo e do Jardim-de-Infância das Olalhas, Tomar, plantaram na tarde de segunda-feira, 4 de Abril, cem pinheiras na localidade de Montes, também naquela freguesia. A iniciativa inseriu-se no projecto “Bosques do Centenário”, no âmbito das comemorações do Centenário da República e consistia em plantar pequenos bosques de 100 árvores em cada um dos municípios de Portugal. Participaram nessa acção o Agrupamento de Escolas Gualdim Pais, o Centro de Assistência de Olalhas, os Serviços de Protecção Civil e Bombeiros da Câmara Municipal de Tomar e a Junta de Freguesia de Olalhas.

  • 05.04.2011
    GINGKO
    Conta-me como se aprendia

    Integrada nas comemorações do centenário da I República, "Educar. Educação para todos Ensino na I República" conta como era a escola em 1910. Grande aposta dos republicanos, o ensino foi então alargado e democratizado. A exposição, que se estende ao longo de dez salas do Palácio de Valadares, em Lisboa, recria uma sala de aula de há 100 anos. Para ver e aprender até 30 de Junho. Entrada livre, todos os dias, das 10:00 às 18:00.
    Mais informações: http://educar.centenariorepublica.pt.

  • 05.04.2011
    Jornal das Caldas. Edição Online
    EBI de Santo Onofre premiada em concurso escolar

    Os prémios dos concursos escolares que em 2010 se realizaram nas escolas para assinalar o centenário da República abrangeram alunos de 38 estabelecimentos de ensino do país, nos vários níveis, desde jardins-de-infância ao secundário. Uma das escolas contempladas foi a EBI de Santo Onofre, nas Caldas da Rainha.

    No concurso “A República em..”, na categoria do 2º ciclo, a EBI de Santo Onofre recebeu o primeiro prémio.

  • 05.04.2011
    Rádio Cidade de Tomar
    Alunos de Olalhas plantaram 101 novas árvores nos Montes


    bosques_olalhas 
    Uma das alunas a regar as novas pinheiras

     

    Dezenas de crianças das Escolas da Freguesia de Olalhas plantaram na passada segunda-feira, dia 4 de Abril, 101 pinheiras num terreno propriedade do Centro de Assistência Social de Olalhas, sito na Fontinha – Montes.

    Tratou-se de uma iniciativa relacionada com o Projecto Bosques do Centenário no âmbito das comemorações do Centenário da república, e que juntou a esta iniciativa o Agrupamento de Escolas Gualdim Pais, o Centro de Assistência de Olalhas, os Serviços de Protecção Civil e Bombeiros da Câmara Municipal de Tomar e a Junta de Freguesia de Olalhas.

    O projecto Bosques do Centenário insere-se nas Comemorações do Centenário da República e teve como objectivo “plantar pequenos bosques de 100 árvores de espécies autóctones em cada um dos municípios de Portugal como forma de assinalar os 100 anos de instauração da República Portuguesa, assinalando esta efeméride com a plantação de “monumentos vivos” em cada um dos 308 municípios portugueses.

    A iniciativa de plantar Bosques poderá prosseguir no futuro como um movimento voluntário de cidadania para a criação e manutenção de bosques de floresta autóctone, através de vários tipos de acções, tais como a recolha de sementes, sementeiras e plantações ou a limpeza e manutenção da floresta autóctone.

    A Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República, a Autoridade Florestal Nacional, a Associação Nacional de Municípios Portugueses a Quercus e o Movimento Cívico Limpar Portugal, juntaram-se para fazer da Floresta Autóctone Portuguesa uma grande causa para os próximos 100 anos.

    Uma notícia para desenvolver no Jornal Cidade de Tomar de 8 de Abril.

     

  • 05.04.2011
    Viseumais.com
    «Viva a República» em Cinfães

    vivarepublicacinfaes

    A exposição itinerante “Viva a República! …em digressão” vai estar em Cinfães, de 12 a 14 de Abril, no Largo da Fonte dos Amores, na sede do Concelho.

    Na mostra dedicada à história da I República, um dos períodos mais marcantes da história recente de Portugal, o visitante é convidado a acompanhar o percurso de evolução do ideário republicano, o processo de implantação da República, os principais contextos e transformações a que esteve associada.

    Em itinerância por 100 concelhos de todo o país, tendo-se iniciado em Setembro de 2010, a mostra irá percorrer o território num ano. É constituída por uma viatura adaptada complementada com duas tendas de apoio. No caso de Cinfães, vai ser instalada no Largo da Fonte dos Amores, numa zona central e de fácil acesso à população, e permanecerá no local 3 dias.

    “Viva a República! …em digressão” é acompanhada por uma equipa de mediação, sendo também disponibilizados materiais e suportes pedagógicos e de divulgação.

    A iniciativa da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República estará aberta entre as 10h e as 20h. A entrada é gratuita.

  • 04.04.2011
    Diário de Aveiro
    Escolas da região ganham prémios nacionais

    O Agrupamento de Escolas da Branca, em Albergaria-a-Velha, e o Externato Infantil e Primário Paraíso dos Pequeninos, em Lourosa, Santa Maria da Feira, foram premiados no âmbito de um concurso escolar criado pela Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República. No total, foram distinguidos 38 estabelecimentos de ensino, dois dos quais do distrito de Aveiro.

    O Agrupamento de Escolas da Branca triunfou na categoria “O meu blogue da República”, do 2.o Ciclo do ensino Secundário. www.5outubro-republica.blogspot.com foi o trabalho vencedor. O Externato Infantil e Primário Paraíso dos Pequeninos, por sua vez, foi o primeiro classificado na categoria “A República em...”.

    A iniciativa – que abrangeu desde jardins-de-infância a escolas do ensino Secundário – partiu da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República, com o apoio do Ministério da Educação, da Direcção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular, do Plano Nacional de Leitura, da Associação 25 de Abril e da Associação dos Professores de História.

    Os prémios foram entregues recentemente, em Lisboa, na presença da ministra da Educação, Isabel Alçada.

  • 31.03.2011
    Diário do Minho
    Alunos de Cabeceiras premiados no Centenário da República

    cabeceirasbasto

    Os jovens Bruno Filipe Pereira e Diogo Leandro Magalhães, alunos do 6.° ano da Escola Básica e Secundária de Refojos, em Cabeceiras de Basto, foram premiados no âmbito do concurso 'Desde quando verde combina com vermelho? A minha t-shirt da República', uma iniciativa integrada nas comemorações do Centenário da República portuguesa.

    Acompanhados pela presidente da Comissão Administrativa Provisória do Agrupamento de Escolas de Cabeceiras de Basto, Maria do Céu Caridade, e pelo professor Vítor Magalhães, os jovens deslo-caram-se à Fundação Calouste Gulbenkian para receber o prémio referente ao escalão do 2.° Ciclo do Ensino Básico. Além de todas as t-shirts premiadas pelo concurso, os alunos cabeceirenses trouxe- ram para casa diverso material didáctico e um vale no valor de 40 euros para a compra de material escolar.

    O trabalho vencedor no escalão do 2.° ciclo realizou-se no âmbito da disciplina de EVT, sob a coordenação do professorVítor Magalhães. Os 28 alunos da turma do 6.° E da Escola Básica e Secundária de Refojos vão receber também uma réplica da t-shirt da República vencedora.

    Aquele concurso foi promovido pela Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República (CNCCR), em parceria com a Direcção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular e o Plano Nacional de Leitura. Dirigido às escolas, o concurso, que decorreu no ano lecti- vo 2009/2010, destinou-se a premiar os trabalhos concebidos e elaborados nas escolas sob a orientação dos professores. As t-shirts vencedoras farão parte dos produtos de merchandising do Centenário da República, da responsabilidade da CNCCR, podendo vir a ser adquiridas directamente por qualquer pessoa interessada.

  • 31.03.2011
    O Mirante
    Feira da 1ª República em Boleiros

    A Junta de Freguesia de Fátima, em colaboração com as associações, os colégios da freguesia, o Externato de S. Domingos e o Agrupamento de Escolas de Ourém está a organizar um evento inserido nas comemorações do Centenário da República, em Boleiros, no próximo dia 2 de Abril, sábado.
    A Feira na 1ª República vai recriar o 31 de Janeiro de 1891, o Regicídio e a Implantação da República, que serão dinamizadas pelos três colégios da freguesia ao longo da tarde. A feira tem início às 15h00, no largo da igreja de Boleiros, onde vai ser possível comprar e provar produtos tradicionais e os participantes estarão trajados à época.
    Ao longo da tarde os visitantes podem contar ainda com a dinamização de jogos e actuações de músicas tradicionais. O evento tem ainda tasquinhas, promovidas pelas associações, e terá a participação da Orquestra Típica de Ourém.