Recortes de Imprensa

  • 16.04.2011
    Público
    Abrantes. República em BD.

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    A Biblioteca Municipal de Abrantes apresenta até ao dia 29 de Abril a exposição itinerante IRepública na Génese da Banda Desenhada eno Olhar do Século XXI. A mostra evoca o republicanismo, os acontecimentos e seus protagonistas, a investigação histórica sobre a imprensa e as expressões culturais e estéticas do primeiro quartel do século XX - caricatura, banda desenhada e cinema de animação -, e os ideais republicanos através do olhar dos autores de banda desenhada contemporâneos. A maior parte do material exposto é composto por desenhos originais de artistas e publicações das décadas de 1910 e 1920.

  • 14.04.2011
    JL
    LITERATURA E REPÚBLICA

    A obra "Literatura Portuguesa e a construção do passado e do futuro", com coordenação de Maria Helena Carvalhão Buescu e Teresa Cerdeira, será lançada hoje, 6, às 17h30, no Palácio Valadares, onde está patente a exposição (ver JL/Educação, pág. 7). Este volume reúne as intervenções de autores como Cleonice Berardinelli, Carlos Reis, Hélder Macedo, Mário de Carvalho, Gonçalo M. Tavares e Nuno Júdice no âmbito do colóquio com o mesmo nome, que decorreu entre 24 e 26 de maio do ano passado como parte do programa comemorativo do centenário da República. A apresentação da obra estará a cargo de Manuel Gusmão.

  • 13.04.2011
    TSF
    100 anos de separação da igreja do Estado português em congresso

    A Universidade Católica, em Lisboa, recebe a partir de quarta-feira e até sábado, o Congresso Internacional "Religião, Sociedade e Estado: 100 anos de separação".
     
    Manuel Villas-Boas revela os pormenores do Congresso Internacional “Religião, Sociedade e Estado: 100 anos de separação"
     
    O evento, que decorre no âmbito do centenário da República, conta com mais de 100 especialistas de todo o mundo que vão debater o enquadramento histórico da lei que entrou em vigor em 1911.

    António Reis, Jorge Miranda, João Seabra, Adriano Moreira e Eduardo Lourenço são alguns dos intervenientes deste congresso que destina as manhãs para a apresentação de teses e para sessões de debates, sendo as tardes abertas a sessões temáticas.

    Os trabalhos deste evento, que assinala os 100 anos da separação da Igreja do Estado português, são coordenados pela equipa de António Matos Ferreira, director do Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica.

     

  • 12.04.2011
    Correio do Minho
    Centenário da República premeia alunos

    Bruno Filipe Pereira e Diogo Leandro Magalhães, alunos do 6.° E da Escola Básica e Secundária de Refojos, foram premiados em Lisboa, no âmbito do concurso "Desde quando verde combina com vermelho? A minha t-shirt da República", integrado nas comemorações do Centenário da República portuguesa. Acompanhados pela Presidente da Comissão Administrativa Provisória do Agrupamento de Escolas de Cabeceiras de Basto, Dra. Maria do Céu Caridade, e pelo professor Vítor Magalhães, os jovens deslocaram-se à Fundação Calouste Gulbenkian para receber o prémio referente ao escalão do 2.° Ciclo do Ensino Básico. Para além de todas as t-shirts premiadas pelo concurso, os cabeceirenses trouxeram para casa diverso material didáctico e um vale no valor de 40 euros.

  • 08.04.2011
    Canal de Notícias
    Colóquio sobre Centenário da República teve "participação de excepcional qualidade

    O Director Regional da Cultura considerou hoje que o colóquio Os Açores, a I Guerra Mundial e a República Portuguesa no Contexto Internacional, que decorreu nos últimos dias nas ilhas Terceira, São Miguel e Faial, teve “uma participação de excepcional qualidade” da parte dos conferencistas e dos comunicantes.

    A opinião foi expressa por Jorge Bruno em declarações à margem da Conferência de Encerramento daquele colóquio, proferida esta manhã na Horta pelo Reitor da Universidade dos Açores, Avelino de Freitas de Meneses.

    De acordo com aquele responsável, este colóquio internacional, com a duração de cinco dias, “decorreu de forma satisfatória”, tendo sido somente prejudicado pelas condições atmosféricas que dificultaram a colocação no Faial de alguns dos participantes.

    “Tudo o resto foi cumprido e com uma participação de excepcional qualidade”, sublinhou o Director Regional da Cultura, que esta manhã presidiu ao encerramento do colóquio no auditório da Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça.

    O colóquio Os Açores, a I Guerra Mundial e a República Portuguesa no Contexto Internacional foi uma organização da Presidência do Governo, através da Direcção Regional da Cultura, e enquadrou-se nas comemorações do Centenário da República Portuguesa.

    A Conferência de Abertura aconteceu na passada segunda-feira, no Palácio dos Capitães-Generais, em Angra do Heroísmo, e foi proferida por José Medeiros Ferreira, Presidente do Conselho Geral da Universidade Aberta e ex-Ministro dos Negócios Estrangeiros.

    O programa desta iniciativa desdobrou-se depois em três secções, subordinadas aos temas Os Açores, o Atlântico e a I Guerra Mundial, em Angra do Heroísmo, O Regionalismo e a 2.ª Geração Autonomista nos Açores, em Ponta Delgada, e A República Portuguesa no Contexto Internacional, na Horta.

  • 08.04.2011
    Notícias de Fátima
    Chuva não estragou “festa da República”

    Chuva não estragou “festa da República” A chuva que caiu ao início da tarde de sábado chegou a fazer temer que a população ficasse em casa. A festa começou tímida, mas com o passar das horas o adro da Igreja de Boleiros foi enchendo e, no final, calcula-se que tenham passado pelo evento mais de três mil pessoas. Na rua, encontravam-se à venda produtos da época, nomeadamente cereais, vinho, licores, azeitonas, azeite, chás, feijão, laranjas, aves, mel, doces, artesanato, entre outros produtos. Também não faltaram ardinas, ciganos, tocadores, tremoceiras, entre outras figuras características da época. Os jogos tradicionais e as exposições relacionadas com a República também estiveram presentes. Houve ainda espaço para a recriação de alguns momentos mais significativos do grande acontecimento de há 100 anos: os alunos do Colégio de São Miguel deram vida à Revolta de 31 de Janeiro, os do Colégio do Sagrado Coração de Maria ao Regicídio e os do Centro de Estudos de Fátima (CEF) à Implantação da República. Houve ainda lugar para a gastronomia, com o almoço, constituído por pratos característicos da época, vinho e laranjada, continuando com os diversos petiscos e doces. A animação musical esteve a cargo das escolas e associações, entre elas a Orquestra Típica de Ourém e o Conservatório de Música de Ourém-Fátima. Para além do ambiente típico do início do século XX, respirava-se também um ambiente de festa e satisfação. “É uma boa iniciativa”, comentou Irene de Oliveira. Marcos Conceição concordou. “Está bem organizada, as pessoas estão vestidas à época, está tudo muito bonito”, afirmou este jovem aluno do Sagrado Coração de Maria, que vestiu a pele de D. Carlos, na recriação do Regicídio. E gostou da experiência. Apesar de já não ser estreante nas lides de teatro, foi a primeira vez que fez de rei. Para Clara Almeida, da Associdaire, “a feira alusiva à 1ª República foi um excelente pretexto para recordar outros tempos e principalmente para remexer os baús dos nossos avós, todas as gerações se sentiram envolvidas”. Salientou ainda “o facto de ter sido decisivo o envolvimento das escolas e colégios. Além do efeito pedagógico, teve ainda o condão de arrastar os mais velhos”. Importa lembrar que esta iniciativa foi organizada pela Junta de Freguesia de Fátima, com o apoio das associações da freguesia, do Colégio de São Miguel, do Colégio do Sagrado Coração de Maria, do Centro de Estudos de Fátima (CEF), do Externato de São Domingos e do Agrupamento Escolas Ourém. “Nós quisemos comemorar a Implantação da República, porque se há alguma terra que deve, na minha perspectiva, comemorar a República, para além de Lisboa, será Fátima, por via indirecta, uma vez que se não tivesse havido a República e as leis republicanas, haveria uma certa dificuldade em percebermos o que é que foi Fátima”, explicou o secretário da autarquia, José Poças das Neves. Inicialmente, a ideia era organizar a iniciativa com o apoio “dos colégios e de uma ou outra associação”, mas a Junta acabou por estender o convite às restantes entidades envolvidas. E em boa hora o fez, uma vez que o convite foi prontamente aceite. Ainda no âmbito das comemorações do centenário da República, a Junta de Freguesia prepara-se para lançar o arquivo digital. De acordo com José Poças das Neves, todas as actas que se encontram na Junta desde 1851 vão passar a estar disponíveis na internet.

  • 07.04.2011
    O Mirante
    Feira da 1ª República foi uma iniciativa da Junta de Freguesia de Fátima que motivou forte adesão

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    José Relvas proclamou a República em Boleiros

    Figurantes e membros das associações vieram vestidos à época e as ementas foram apresentadas escritas como em 1910. A oferta estava condicionada ao que se vendia na época, pelo que não foi permitida a venda de refrigerantes ou cerveja.

    No sábado, 2 de Abril, o jovem José Relvas discursou para uma multidão de curiosos reunida junto à igreja de Boleiros, aldeia da freguesia de Fátima. Falou de igualdade e de direitos, falou de crise e de tempos de mudança, da queda de um antigo regime (a Monarquia) em que eram servos e da instauração de um novo regime (a República) em que passavam a ser cidadãos. A população aplaudiu a recriação da proclamação da República.
    Cerca de meia hora antes o rei D. Carlos e o seu herdeiro, o príncipe Luís Filipe, eram assassinados em plena praça por três indivíduos. Um pouco antes, uma revolta popular republicana era esmagada pelas forças monárquicas, num célebre 31 de Janeiro. Com o discurso e os conhecimentos de História mais ou menos treinados, os alunos dos três colégios de Fátima recriaram os momentos mais marcantes da instauração da 1ª República, comemorando assim o centenário do regime republicano em Portugal.
    A Feira da 1ª República foi uma iniciativa da Junta de Freguesia de Fátima, em colaboração com as associações e escolas da freguesia. Vestido a rigor, ainda a recompor-se do regicídio, o Rei D. Carlos de 14 anos, aluno do Colégio do Sagrado Coração de Maria, comentava que foi escolhido para o papel devido aos seus traços físicos. Marcos Conceição, a frequentar o 9º ano, referiu que o momento do regicídio foi treinado durante duas semanas com a ajuda das professoras. A matéria já havia sido dada na escola e também se socorreram das séries de televisão. Foram os próprios alunos que avisaram a professora que eram três os assassinos e não dois.
    Da época conhece o caso do Ultimato Inglês e do Mapa Cor de Rosa e sabe que o primeiro Presidente da República foi Manuel de Arriaga. Mas o que gostou mais de toda a encenação foi de poder andar de charrete. O mesmo entusiasmo é partilhado pelo colega de turma Christophe Inácio, de 14 anos, que encarnou D. Luís Filipe. “Investiguei a minha personagem, mas não encontrei muita informação”, refere. Já a Rainha D. Amélia, Viktoriya Matviyenko, 14 anos, reconhecia saber muito pouco da sua personagem, assim como da época que retratava.
    A nenhum foi pedido que falasse, apenas que acenassem ao povo, sendo que à rainha competiu um momento mais dinâmico ao bater com o ramo de flores na personagem do assassino Alfredo Costa. O mesmo não aconteceu com Luís Oliveira, 17 anos, aluno de Artes no Centro de Estudos de Fátima (CEF). Representando José Relvas, leu o discurso da implantação da República para algumas centenas de visitantes da feira que se concentraram junto à igreja de Boleiros. Um discurso que o próprio reconhece ser muito actual, mas que desconhecia, assim como os factos que sucederam em 1910.
    Uma forma de aprender ou relembrar a História
    Para Anabela Silva, coordenadora do grupo do CEF que dramatizou a implantação da República, esta foi uma forma de mostrar aos alunos “algumas questões e estudar a História, para não se voltarem a cometer os mesmos erros”. O grupo fez ainda um jornal que alguns alunos vestidos de ardinas venderam pela feira, com os acontecimentos que estiveram em volta da instauração da República.
    Na Feira da 1ª República participaram 14 associações, todas da freguesia. A forte adesão não surpreendeu José Poças das Neves, secretário da Junta de Freguesia de Fátima. Para o autarca, “se há cidade que merece comemorar é Fátima”, pois sem as leis republicanas a sua história seria outra. Para breve a Junta de Freguesia de Fátima vai ainda lançar um arquivo digital com todas as actas da autarquia, desde 1851.
    Figurantes e membros das associações vieram vestidos à época e as ementas foram apresentadas escritas como em 1910. A oferta estava condicionada ao que se vendia na época, pelo que não foi permitida a venda de refrigerantes ou cerveja. Poças das Neves comentou que a feira foi uma demonstração de como é possível fazer coisas originais. Realizar uma feira do género todos os anos seria complicado para uma junta de freguesia, mas pode ser uma ideia a aproveitar a nível camarário, referiu.

  • 07.04.2011
    Correio dos Açores
    Medeiros Ferreira no colóquio sobre os Açores na I Guerra

    Alemães foram mantidos à distância

    As facilidades oferecidas pelos Açores na I Guerra Mundial foram do tipo estratégico, naval e logístico, disse anteontem à noite, em Angra do Heroísmo, o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros e investigador universitário Medeiros Ferreira.

    "O fornecimento de dados meteorológicos aos aliados e a sua sonegação aos alemães, o abastecimento de carvão e alimentos aos navios anglo-americanos e o estabelecimento de estações de telegrafia" foram, segundo o antigo chefe da diplomacia portuguesa, os meios de apoio disponibilizados.

    Medeiros Ferreira, que falava no Palácio dos Capitães Generais na conferência de abertura do colóquio internacional intitulado "Os Açores, a I Guerra Mundial e a República Portuguesa no Contexto Internacional", afirmou que foi na I Guerra Mundial que se exercitou "o triângulo da negociação diplomática entre Lisboa, Londres e Washington por causa da base naval norte-americana de Ponta Delgada".

    Na conferência, recordou a preocupação da Grã-Bretanha para com "a utilização das ilhas dos Açores pelos alemães, quer por causa da amarração dos cabos submarinos ou da visita de vasos de guerra".

    "Os ingleses pediram mesmo às autoridades portuguesas para que não concedessem depósitos de carvão no porto da Horta aos alemães", frisou.

    Medeiros Ferreira fez a história do início da importância do poder naval, da neutralidade inicial portuguesa e norte-americana na I Guerra Mundial e da guerra submarina declarada pela Alemanha, "que alterou a importância estratégica dos portos da Horta e Ponta Delgada". Por tudo isso, acrescentou, "seria a República Portuguesa a ter de gerir essa nova distribuição de papéis entre as potências marítimas no Atlântico e nos Açores".

    Para Medeiros Ferreira, "só a entrada na guerra permitiu à República Portuguesa a sua consagração internacional e fê-la participar na Conferência de Paz de Paris em 1919 como potência vencedora".

    Acrescentou no entanto que "a história da participação portuguesa nesta conferência demonstra que foram sobretudo objectivos de carácter económico e financeiro que guiaram a delegação portuguesa em Paris".

    No quadro das comemorações do Centenário da República Portuguesa, o colóquio "Os Açores, a I Guerra Mundial e a República Portuguesa no contexto internacional" prossegue hoje em Ponta Delgada com o tema "O Regio- nalismo e a Segunda Geração Autonomista nos Açores".

    Os trabalhos terão início no auditório da Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada, com uma intervenção do coordenador do painel, Carlos Cordeiro, da Universidade dos Açores, a que se seguirão conferências de Fátima Sequeira Dias, Isabel Soares de Albergaria e Carlos Enes, sendo seguidamente apresentadas comunicações por Cármen Ponte e Elisa Gomes da Torre.

    Após o encerramento deste segundo dia de trabalhos, será inaugurada pelas 16H00 a mostra fotográfica com o título A Objectiva de Afonso Chaves.

    Também no auditório da Biblioteca, mas pelas 21H30, terá lugar a apresentação de dois livros com a chancela das Edições Tinta-da-China: O Longo Curso: Estudos em Homenagem a José Medeiros Ferreira, com coordenação de Pedro Aires de Oliveira e Maria Inácia Rezola, cuja apresentação será feita por Mário Mesquita, e Os Açores na Política Internacional, da autoria do homenageado no livro anterior, cuja apresentação estará a cargo do Director da Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada, Carlos Guilherme Riley, membro da Comissão Científica e Coordenador da Comissão Organizadora do colóquio.

  • 07.04.2011
    Elite
    A preto e branco

    noticiacinema
    Lisboa recebe, até ao final de Maio, uma mostra que traça o percurso cronológico da Sétima Arte no nosso país.

    Conhecidos como os pais do cinema, os irmãos Lu-mière deixaram pessoas de todo o mundo "de boca aberta", de cada vez que assistiam a uma sessão através do cinematógrafo, invento que era composto por uma máquina de filmar e um projector. Estávamos no século XIX e chegavam a Portugal as primeiras notícias acerca deste feito extraordinário. Algumas destas memórias podem ser recordadas no Museu de Ciência da Universidade de Lisboa, onde está patente a exposição Cinema em Portugal: os primeiros anos. Dividida por sete núcleos, esta mostra resulta de uma parceria entre a Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República, a Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema e o Museu da Ciência da Universidade de Lisboa.

    Ao longo da área expositiva apreciamos alguns objectos que eram usados nas primeiras sessões cinematográficas, como projectores, bobines e cartazes. Todos estes equipamentos percorriam Portugal de lés a lés, numa época em que ainda não existiam salas de cinema. Ao mesmo tempo, surgiam os primeiros realizadores, como Aurélio Paz dos Reis, que já tinha registado a efeméride do 5 de Outubro de 1910. Depois disso, aparecem os maiores êxitos portugueses, num período em que o cinema sonoro já era uma realidade. Obras como Severa, A Canção de Lisboa ou o Pátio das Cantigas encantaram gerações, que ainda hoje identificam algumas das frases mais emblemáticas proferidas por Vasco Santana ou Beatriz Costa. Cinema em Portugal: os primeiros anos pode ser visitada de terça a sexta-feira, entre as 10h00 e as 17h00, e ao fim-de-semana das 11h00 até às 18h00, até 29 de Maio.

  • 06.04.2011
    Jornal de Notícias
    Amadeu Carvalho Homem vai doar milhares de livros a Miranda do Corvo

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    Foto de Luís Carregã

    O historiador e professor universitário Amadeu Carvalho Homem vai doar parte “significativa” da sua biblioteca ao município de Miranda do Corvo, estando em estudo um protocolo de doação, anunciou a presidente da autarquia Fátima Ramos.

    Amadeu Carvalho Homem, professor na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, confirmou esta quarta-feira (13) à Lusa que a doação será efetuada em duas fases, sendo que na primeira etapa serão doados os livros de “que não necessita”.

    Numa segunda fase, explicou o catedrático, “quando já estiver incapacitado para a investigação ou após o meu falecimento” será doada a outra parte do acervo, que terá entre “2.500 a 3.000 livros”.

    Em declarações à Lusa, Carvalho Homem justificou a sua iniciativa com o facto de estudar profundamente o republicanismo português, em que emerge o professor José Falcão, uma figura “muito importante”, que nasceu no concelho de Miranda do Corvo, onde se comemora o feriado municipal de 1 de junho em sua memória.

    “De modo que fazia todo o sentido doar este minha pequena biblioteca ao município de Miranda do Corvo, que também organizou um programa de comemorações concelhio do centenário da República com muita dignidade e com extremo empenho”, salientou o investigador, que presidiu à comissão organizadora das comemorações do centenário da República em Coimbra.