Recortes de Imprensa

  • 16.07.2010
    Rádio Atlântida
    Escalada ao Pico para comemorar Centenário da República

    Uma subida ao Pico, o ponto mais alto de Portugal, a 2351 metros de altitude, vai assinalar, na noite de 3 para 4 de Setembro, o início do programa das comemorações do Centenário da República nos Açores.

    A ‘Subida ao Pico mais alto da República’, uma iniciativa da Presidência do Governo Regional, contará com a presença de João Garcia, o mais famoso alpinista português, e de Luís Bettencourt, o alpinista açoriano envolvido num projecto que visa hastear a bandeira dos Açores nos picos mais altos de cada continente.

    A iniciativa é aberta aos alunos do ensino secundário do arquipélago maiores de 16 anos, tendo sido também convidados estudantes da Madeira e do Continente, além de filhos de emigrantes e imigrantes.

    A anteceder a subida, a 3 de Setembro, será lançado o livro ‘Canto ao Pico’, de Manuel de Arriaga, que descreve as emoções da subida do primeiro Presidente da República Portuguesa ao ponto mais alto do país.Na mesma altura, no Museu dos Baleeiros, será inaugurada uma exposição que cruza excertos do texto poético de Manuel de Arriaga com fotografias da Montanha do Pico.

    A escalada terá início na madrugada de 4 de Setembro, para permitir que os participantes possam assistir no cimo do Pico ao nascer do Sol.

    No alto da montanha será hasteada a bandeira nacional, numa homenagem a Manuel de Arriaga e ao regime republicano implantado a 5 de Outubro de 1910. Está ainda prevista a colocação de uma lápide evocativa e a leitura de versos da autoria de Manuel de Arriaga.

    15-07-10

    http://www.radioatlantida.net/noticias/2010/07/15/escalada-ao-pico-para-comemorar-centenario-da-republica.php

  • 09.07.2010
    Jornal A Bola
    Portugal reencontra Espanha a 17 de Novembro

    Portugal e Espanha têm encontro marcado para 17 Novembro, em jogo de carácter particular inserido nas comemorações do Centenário da República Portuguesa.

    O encontro visa, igualmente, promover a candidatura ibérica à organização do Campeonato do Mundo de 2018/2022.

    As duas selecções defrontaram-se no passado dia 29 de Junho, nos oitavos-de-final do Mundial-2010, com o triunfo a sorrir à Roja por 1-0.

    Agendada para 17 de Novembro, a partida não tem ainda estádio definido.

    08-07-10

    http://www.abola.pt/nnh/ver.aspx?id=213536

  • 09.07.2010
    Visão
    Viva a República!

    De que cor é a República Portuguesa? Verde e encarnada, diremos em coro. Para a Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário desta eterna jovem, ela é vermelha na explosão dos sonhos, creme nas realizações, negra nos períodos conturbados que a antecederam e que pontualmente a atravessaram, aqui e ali cinzenta, de novo salpicada de vermelho e definitivamente branca nas reflexões que suscita e nos ensinamentos que fornece. Ou seja, é um arco-íris de alegrias e tristezas, frustrações e esperanças. Uma viagem através desta paleta de emoções, nascimento de parto natural a partir de histórias, fotografias, textos didácticos e filmes tão inesperados que até parecem inéditos é-nos agora proposta pela referida Comissão, que organizou a multicromática exposição Viva a República, patente na Cordoaria Nacional, em Lisboa, pelo menos até final de Outubro (com possibilidade de se estender até Dezembro) - e que é de visita quase obrigatória.

    A Cordoaria é um curioso edifício inaugurado em 1779 e que se assemelha a um comboio de cantaria de lioz e tinta amarela retesado ao longo do Tejo. Ali, onde se fabricavam cabos e velas para os navios fazem-se agora exposições evocativas de mundos sepultados embora tão próximos de nós. Como este da República, a primeira, aquela que durou escassos 16 anos, de 1910 a 1926, para logo se desmoronar como um castelo de paredes de quimera e corredores de vento sob as botas altas da Ditadura Militar e os botins de elástico de Salazar e do seu Estado Novo.

    Esses 16 vertiginosos anos do nosso desencanto desdobram-se ante o nosso olhar através de uma combinação de texto e imagem em que nenhuma das duas componentes prevalece, já que se equiparam em área as zonas dos expositores dedicadas à documentação fotográfica e aos blocos explicativos. "A exposição lê-se como um livro", comenta alguém ligado à organização. Raros são os objectos expostos, para além de algumas armas e máscaras antigas usadas pelos esforçados e ingénuos magalas portugueses enviados para as trincheiras flamengas da I Guerra Mundial. Alguns sons de fundo - nomeadamente brados de multidão ora revoltada ora eufórica - dão ambiente aos quadros.

    Segundos para a eternidade

    Entra-se por uma zona de escuridão, evocativa dos últimos anos da Monarquia. O visitante é introduzido numa era de breu atravessada pela ditadura de João Franco, mas também pela actividade conspirativa dos grupos carbonários, pautada pelo bombismo com aura romântica e rematada pelo assassínio a tiro do rei D. Carlos e do herdeiro do trono em pleno Terreiro do Paço, naquela dúbia tarde de 1 de fevereiro de 1908. Pelo meio ficam as eleições de abril desse mesmo ano, em que sete deputados republicanos viram abrir-se-lhe as portas do anfiteatro de S. Bento. Curtos filmes documentam cerimónias públicas com a presença dos reis, ressaltando destas indiscretas e rápidas incursões pelo passado a preto e branco uma nota curiosa: a extraordinária altura da rainha Amélia de Órleans.

    A revolução de 5 de Outubro de 1910 é narrada por meio das incontornáveis fotos legendadas e dos blocos de texto, mas também pela projeção contínua de mais uns tantos curtos filmes documentais pertencentes à Cinemateca e hoje praticamente desconhecidos do público. Vive-se, por segundos, o ambiente do Rossio, onde se haviam concentrado tropas fiéis à Monarquia, e o da Rotunda, com os soblevados acantonados atrás de frágeis barricadas de tábuas informes, mais semelhantes a montes de entulho de obras. Os civis e militares filmados olham fixamente as câmaras mas não acenam para elas, numa relação ainda intrusiva e não assimilada com uma também ela revolucionária forma de fixar o instante para a eternidade.

    A Nova e a Velha

    Na sequência das salas desenhadas pelos tabiques expositores vem de seguida uma pequena reconstituição do hemiciclo por altura da Assembleia Constituinte, com uma laboriosa recolha das fotos de todos os eleitos.

    Seguem-as as realizações e as frustrações da República, desde a Lei da separação da Igreja e do Estado às do Registo Civil e do Divórcio, passando por aventuras menos bem sucedidas como as das normas laborais, não tão progressistas como haviam sugerido as promessas.

    O golpe de Estado de Pimenta de Castro é reconstituído novamente em tons de negro, como escura é também a interessante sala dedicada à participação portuguesa na I Guerra Mundial, a "Grande Guerra" que permaneceu ao longo de décadas na memória de várias gerações. Sacas de sarapilheira sugerem o parapeito das trincheiras e o ruído das explosões dos shrapnells enchem os ouvidos do visitante, numa improvável simbiose com as notas dos instrumentos de sopro que, ecoando na sala contígua, sugerem já a "idade do Jazz" que se avizinha, no limiar dos "loucos anos 20". Antes de desembocar na era do Charleston e das grandes penúrias financeiras nacionais (maiores ainda do que as de hoje, por difícil que seja imaginar) teremos, no entanto, de atravesasar ainda o espaço de breu devotado ao golpe e à ditadura de Sidónio Pais e à efémera "Monarquia do Norte". Regressa, então, depois da Nova, a República Velha, com a sedução fanée da sua voz ligeiramente rouca, agora a perder-se em escândalos como o de Alves dos Reis, e em barbaridades como a "Noite Sangrenta" protagonizada pela sinistra camionette fantasma ao longo do seu périplo de morte pelas Avenidas Novas de Lisboa.

    O incremento do desporto (do olimpismo ao futebol, com passagem pelo boxe, a esgrima e outras artes mais ou menos nobres) e a ali denominada "época de ouro da Imprensa" (a ABC, a Orpheu e outras revistas culturais e estéticas) merecem salas próprias. Finalmente, o pano cai sobre a festa, na forma do golpe de 28 de Maio de 1926, que congelaria o sonho por 48 anos - até ressurgir sob a forma de uma nova República democrática, em 1974.

    24-06-10

  • 09.07.2010
    Time Out Lisboa
    A República em 400 metros

    A exposição "Viva a República" transformou a Cordoaria Nacional num organismo vivo. Há ruas, edifícios e praças em grande escala, onde se escutam tiros, gritos e multidões em protesto. Nas paredes, vídeos e filmes de época (Cinemateca), fotografias, recortes de jornais e outras publicações contam a história do nascimento da República Portuguesa, desde 1907 até 1930.

    "Esta é uma das exposições mais emblemáticas (se não a mais) que inaugura em ano de comemoração do centenário da República, oferecendo uma panorâmica geral sobre um dos ciclos políticos mais marcantes da história de Portugal no século XX", explica Luís Farinha, comissário da exposição que acaba de inaugurar na Cordoaria Nacional.

    O visitante é convidado a acompanhar o triumfo da ideia republicana, a instauração do regime, a participação de Portugal na I Grande Guerra, a vida política, social, cultural e artística deste período até à Ditadura Militar, imposta a partir do golpe de 28 de Maio de 1926, e o movimento de resistência à implantação do Estado Novo.

    A exposição ocupa todo o espaço da Cordoaria Nacional. Ou seja, 400 metros de comprimento e cerca de doze de largura. Por isso, prepare-se para uma viagem longa pela história do país, desde os anos que antecederam a implantação da República até ao lançamento do Estado Novo corporativo. Uma visita guiada pode durar duas horas.

    Por ser tão grande e abrangente, Luís Farinha, comissário da exposição, garante que "a reacção vai depender da perspectiva de quem a visita. Se for um visitante jovem provavelmente vai dar mais atenção à parte interactiva da exposição, por exemplo, aos simuladores da travessia aérea do Atlântico feita por Sacadura Cabral e Gago Coutinho. O público em geral poderá interessar-se pela parte sobre a acção do governo provisório revolucionário, que tomou medidas mais polémicas, pela figura de Sidónio Pais ou até pela questão da I Guerra Mundial. E o capítulo dedicado ao fim da República, que aborda temas menos conhecidos, poderá suscitar maior interesse num público mais conhecedor", conta.

    Entrar no espaço de um comício republicano, revisitar o local emblemático que era o Rossio de há 100 anos, caminhar sobre a cidade onde a 5 de Outubro de 1910 foi implantada a República e reviver a travessia do Atlântico feita por Sacadura Cabral e Gago Coutinho em simulador são convites feitos aos visitantes nesta exposição.

    As únicas peças originais que estão expostas pertencem à Fundação Mário Soares e podem ser vistas no primeiro núcleo e no dedicado à I Grande Guerra.

    "Optámos por não colocar muitas peças originais, em parte porque o edifício não oferece condições museológicas para as exibir em segurança".

    Para recuperar forças e fôlego para ver a exposição, é obrigatória uma paragem no café que existe a meio e tem as paredes decoradas com cartazes antigos e um balcão de madeira. É aqui que vai decorrer a programação paralela da exposição: tertúlias, ciclos de conferências e cinema, concertos, etc.

    As surpresas não se ficam por aqui e, no final, o visitante é brindado com uma pequena amostra da loja "A Vida Portuguesa", onde há livros, brinquedos antigos, postais, sabonetes, entre outros objectos que remetem para o passado.

    23-06-10

    http://timeout.sapo.pt/news.asp?id_news=5614

  • 08.07.2010
    RTP
    Autocarro da República

    Autocarro do Centenário

     A partir de 1 de Julho

    Venha conhecer a Lisboa Republicana, a bordo da Carris.

    O Autocarro da República é uma iniciativa desenvolvida pela Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República, a Companhia Carris de Ferro de Lisboa e a Câmara Municipal de Lisboa que visa promover o conhecimento da história e do património da I República em Lisboa.

    O projecto Autocarro da República disponibiliza a identificação de mais de 150 pontos de interesse localizados em Lisboa associados à história da I República e do Republicanismo, considerando a sua posição em relação com a rede de transportes da Carris.

    Os pontos identificados no mapa reúnem uma parte significativa da toponímia e da escultura associadas a alguns dos principais protagonistas do 5 de Outubro de 1910, do legado arquitectónico associado ao republicanismo e do património erguido ou projectado durante a I República, incluindo escolas, associações e instituições centenárias ligadas as actividades económicas e comerciais.

    Entre os pontos de interesse assinalam-se algumas iniciativas promovidas no âmbito das Comemorações do Centenário da República, entre as quais se destacam as exposições do centenário.

    Saiba mais sobre este projecto no site oficial da Comissão Nacional das Comemorações do Centenário da República em http://centenariorepublica.pt

     url: http://ww1.rtp.pt/icmblogs/rtp/sugestoesrtp/?Autocarro-da-Republica.rtp&post=25123

     

  • 08.07.2010
    Jornal a Bola
    Autocarro percorre circuitos históricos da Primeira República
    A Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República lança, esta quinta-feira, o projecto «Autocarro da República», em Lisboa. O objectivo é promover o conhecimento da história e do património da Primeira República.

    «Não é um percurso único, é toda a rede de transportes da Carris que constitui a grelha de passagem e de identificação destes locais», explicou Fernanda Rollo, da Comissão, segundo a Renascença. «Identificar-se-ão os locais mais próximos das paragens de autocarro e do Metro que contam a história da República», revelou.

    «O Rossio, a Rotunda, o Terreiro do Paço, os museus construídos durante a República, os centros escolares, lojas, associações, actividades económicas que estavam vivas e faziam parte do quotidiano da Primeira República» são alguns dos espaços a conhecer.

    Fernanda Rollo relevou também «outro tipo de entidades e espaços públicos que tinham a ver com esta história», desde logo a câmara de Lisboa, parceira da iniciativa. São 150 locais interesse, ao todo.