Recortes de Imprensa

  • 09.12.2010
    Jornal Diário
    Exposição itinerante chega à Terceira

    A mostra “República: Ideias e Valores” será inaugurada amanhã, dia nove de Dezembro, na Escola Básica e Integrada dos Biscoitos, na ilha lilás.

    A exposição itinerante “República: Ideias e Valores” será inaugurada amanhã, nove de Dezembro, pelas 15h30, na Escola Básica e Integrada dos Biscoitos, ilha Terceira, no âmbito do programa das Comemorações nos Açores do Primeiro Centenário da República Portuguesa, promovido pela Presidência do Governo Regional, através da Direcção Regional da Cultura.

    Esta exposição integra doze painéis que evidenciam alguns dos valores e dos ideais que serviram de bandeira aos que se empenharam na construção de um novo regime. Os textos utilizados na exposição, extraídos da imprensa regional de várias ilhas, permitem conhecer o modo como os açorianos se entrosaram nesse movimento.

    Os conteúdos ressaltam o espírito patriótico que levedou no regime, bem como um novo universo simbólico em torno da bandeira, do hino, da moeda, dos feriados e da toponímia.

    Outros temas, como a relação do Estado com a Igreja, a educação, a questão social, a situação da mulher, o papel da maçonaria, a Festa da Árvore ou a Educação Física/Desporto, procuram mostrar divergências ideológicas no seio da sociedade portuguesa, evidenciar as realizações levadas a cabo pelo regime, mas também o que ficou aquém das intenções.

    O conteúdo pedagógico desta exposição levou a Direcção Regional da Cultura a promover a sua realização em estabelecimentos de ensino afastados dos principais centros urbanos, proporcionando aos alunos e professores uma abordagem aos ideais e valores que alicerçaram a República Portuguesa.

    A exposição “República: Ideias e Valores” estará patente na Escola Básica e Integrada dos Biscoitos, Terceira, de nove a 17 de Dezembro de 2010, das às 9h30 às 16h30, de segunda a sexta-feira.

    08-12-2010

  • 09.12.2010
    TV Mais
    A I República no Algarve

    A Digital Mais Tv publicou online uma reportagem especial intitulada "A I República no Algarve" que pode ser vista através do seguinte link:  http://www.digitalmaistv.com/videos/1340.html

    republica_algarve

    O trabalho foi realizado no âmbito das comemorações do Centenário da República e pretende descortinar a forma como a implantação do novo regime foi vivida no Algarve, bem como os anos que se seguiram.

    Mendes Cabeçadas e Manuel teixeira Gomes, são duas das personalidades algarvias intimamente ligadas à I República e cujos percursos são neste trabalho abordados.

    07-12-10

  • 06.12.2010
    Europa Press
    La UAM expone la muestra 'Quim y Manecas. Las mascotas del centenario de la República portuguesa 1910 - 2010'

    La sala de exposiciones de la Universidad Autónoma de Madrid (UAM) exhibirá hasta el próximo 17 de diciembre la muestra 'Quim y Manecas. Las mascotas del centenario de la República portuguesa 1910 - 2010', ha informado el centro universitario en un comunicado.
    La exposición lleva la firma del ilustrador Richard Câmara y su realización se enmarca dentro de los actos conmemorativos del Centenario de la República de Portugal.

    De este modo, Câmara renueva los personajes 'Quim y Manecas' dibujados por Stuart de Carvalhais en 1916, para utilizarlos como 'mascotas' de este evento de dimensiones nacionales.

    El desafío consiste en actualizar la imagen de esta pareja de héroes del cómic portugués de principios del Siglo XX, manteniendo a la vez un total respeto por su memoria y identidad original. La exposición permanecerá abierta hasta el próximo 17 de diciembre.
    Richard Câmara (Bruselas, 1973) se formó en arquitectura, ilustración, cómics y animación en Lisboa. En 2006 se instaló en Madrid donde tiene su estudio.

    Desde 1995 desarrolla una intensa actividad ligada al dibujo a través de colaboraciones con editoriales de libros infantiles, agencias de publicidad, galerías de arte y la prensa portuguesa. Su obra ha sido expuesta y premiada en países como Portugal, España, Italia, Suecia, Alemania, Suiza, Bélgica y China.

    Además de autor, también imparte clases y talleres sobre dibujo y ilustración, como profesor invitado en el Centro de Imagem, Estudos, Arte e Multimedia (CIEAM) de la Faculdade de Belas Artes de Lisboa, y en el Istituto Europeo di Design de Madrid (IED).
    En 2008 y 2009 también formó parte de la "Mostra Portuguesa" de Madrid, con sus exposiciones "Pessoa POPular" y "Falsos Amigos", que están disponibles online en www.richardcamara.blogspot.com

  • 03.12.2010
    Diário de Notícias da Madeira
    Navios da I República. Clube entusiastas de navios promovem uma exposição de vapores

    navios_madeira

    O Clube de Entusiastas de Navios da Madeira (CEN) promove uma exposição dedicada aos navios da I República Portuguesa (1910-1926) que poderá ser visitada no próximo sábado, pelas 17 horas, no Centro de Estudos de História do Atlântico, no Funchal.

    A exposição foi coordenada pelo sócio do CEN, José Luís Sousa, responsável pela pesquisa história e conta também com a colaboração de Rui Sá que apresentará uma colecção de postais dedicado ao tema.

    José Luís Sousa referiu ao DIÁRIO que "o  Funchal foi sempre um porto de escalas, desde as cruciais aguadas, ao abastecimento de frescos e, no século XIX, ao fornecimento de carvão de pedra.  Esta exposição de postais de navios é, pois, uma amostra ínfima da azáfama que guindou o Funchal, como um dos principais portos de escalas do Atlântico".

    Ainda segundo este entusiasta, "a partir de 1911 os navios de cruzeiro, de percursos longos no Mediterrâneo, Atlântico e Volta ao Mundo, intensificaram as escalas pelo porto do Funchal e alguns navios, como por exemplo o 'Olimpic', da White Star Line, era nessa época o maior navio do mundo. Alguns traziam os denominados 'touristes' que passavam temporadas, especialmente no Inverno, deleitando-se em clima ameno. Foi o início da secular actividade turística na Madeira".

    Baptismo inovador

    O 'Allure of the Seas', o mais recente paquete da Royal Caribbean International, inaugurado no passado dia 28 de Novembro, em Fort Lauderdalle, tem como madrinha a Princesa Fiona, do filme de animação Shrek, tornando-se assim na primeira personagem animada 3D a ser escolhida para madrinha de um navio.

    "A Princesa Fiona não é apenas uma Royal, ela simboliza o divertimento e entretenimento que no 'Allure of the Seas' é extraordinário", justificou Richard Fain, presidente e CEO da Royal Caribbean Cruises Ltd.

    A cerimónia de baptismo do 'Allure of the Seas 'contou com a presença de mais de 3.500 convidados, que puderam assistir a alguns espectáculos, como a parada dos bonecos de Madagascar e Shrek, o show Blue Planet, o musical Chicago e o espectáculo aquático Oceanaria, no Aquatheater.

    03-12-2010

  • 25.11.2010
    A Voz de Trás-os-Montes
    Projecto "As Imagens da República"

    O Curso Superior de Fotografia da Escola Superior de Tecnologia do Instituto Politécnico de Tomar em colaboração com a Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República, propõe uma série de Workshops de fotografia, associados a seminários livres, por todo o território nacional.

    O Projecto “As Imagens da República”, agindo criativamente através da reflexão e produção fotográfica, pretende promover um pensamento crítico sobre a ideia e os ideais da República.

    A intervenção artística, mediante a produção de obra e conhecimento, acrescentar-se-á ao debate em volta das questões que explicam e fundamentam o papel da fotografia na sociedade em geral, e em particular as suas relações mais próximas com os ideais republicanos.

    Na cidade de Vila Real, o workshop irá realizar-se no MMV – Museu da Vila Velha e será orientado pelo fotógrafo Nelson D’Aires, das 10h00 – 13h e das 14h00 – 19h00, nos dias 27 de Novembro e 4 de Dezembro. A entrada é livre.

    As inscrições são gratuitas e podem ser feitas em www.imagens darepublica.ipt.pt.

    25-11-2010

  • 25.11.2010
    Museu da Vila Velha acolhe workshop de fotografia

    O Museu da Vila Velha, em Vila Real, vai acolher um workshop orientado pelo fotógrafo Nelson D’Aires, no âmbito do projecto “As Imagens da República”, nos dias 27 de Novembro e 4 de Dezembro.

    Esta é uma iniciativa do Curso Superior de Fotografia da Escola Superior de Tecnologia do Instituto Politécnico de Tomar, em colaboração com a Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República, propõe uma série de workshops de fotografia, associados a seminários livres, por todo o território nacional. O projecto “As Imagens da República”, agindo criativamente através da reflexão e produção fotográfica, pretende promover um pensamento crítico sobre a ideia e os ideais da República.

    A intervenção artística, mediante a produção de obra e conhecimento, acrescentar-se-á ao debate em volta das questões que explicam e fundamentam o papel da fotografia na sociedade em geral, e em particular as suas relações mais próximas com os ideais republicanos. As inscrições para os workshops, que são gratuitos, podem ser feitas em www.imagensdarepublica.ipt.pt.

     

  • 20.10.2010
    Jornal i
    Particular Portugal-Espanha agendado para as 21:00 de 17 de Novembro

    O encontro particular entre Portugal e Espanha, agendado para 17 de Novembro e que está integrado nas comemorações do centenário da República, está agendado para as 21:00, no Estádio da Luz, anunciou hoje a Federação Portuguesa de Futebol.

    As duas selecções voltam-se a encontrar depois do duelo nos oitavos de final do Mundial2010, na África do Sul, ganho pelos espanhóis por 1-0, que acabaram mais tarde por se sagrar pela primeira vez campeões mundiais.

    Além das comemorações do centenário da República, o encontro no Estádio da Luz pretende também promover a candidatura ibérica à organização do Mundial2018/2022.

    De acordo com o site da FPF, os bilhetes para o jogo de 17 de Novembro serão colocados à venda a partir de terça feira e os preços variam entre os 10 e os 25 euros.

    18-10-10

  • 19.10.2010
    Portal Ambiente Online
    Portugal vai ter "Bosques do Centenário"

    É uma forma original de assinalar os 100 anos da República Portuguesa: a plantação de pequenos bosques constituídos por 100 árvores de espécies autóctones, em cada um dos 308 municípios portugueses.

    Os "Bosques do Centenário" pretendem ser autênticos "monumentos vivos", que simultaneamente celebram a floresta original portuguesa e as suas espécies autóctones. O objectivo é sensibilizar a população portuguesa para a importância da floresta autóctone, que tem um contributo importante para o sequestro do Carbono, para a conservação do solo e da água e também da biodiversidade. A floresta autóctone portuguesa, designadamente a floresta de carvalhos, constitui o habitat de espécies ameaçadas da fauna e flora. As espécies a usar em cada local vão ser definidas pela Autoridade Florestal Nacional (AFN), que vai também fornecer as plantas e sementes dos seus viveiros, bem como prestar aconselhamneto técnico.

    Os "Bosques do Centenário" nascem da colaboração entre a Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República (CNCCR), a QUERCUS- Associação Nacional de Conservação da Natureza, a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) e a Autoridade Florestal Nacional.

    19-10-10

  • 27.09.2010
    Jornal O Templário
    15 bandas do distrito tocam hino em simultâneo

    Às 10h30 do dia 5 de Outubro cerca de 200 filarmónicas de todo o país tocam "A Portuguesa" em simultâneo

    Já são quase 200 as bandas filarmónicas que aderiram à iniciativa "Bandas em uníssono" promovida pela Comissão das Comemorações do Centenário da República.

    O objectivo é interpretar o hino nacional, "A Portuguesa", ao mesmo tempo, nos diferentes pontos do país às 10h30 do dia 5 de Outubro.

    Do distrito de Santarém já aderiram 15 bandas: Associação Filarmónica Cultural do Entroncamento, Associação Filarmónica Montalvense 24 de Janeiro (Montalvo – Constância), Associação Recreativa e Filarmónica Frazoeirense (Frazoeira – Ferreira do Zêzere), Banda Operária Torrejana (Torres Novas), Centro Recreativo e Musical de Outeiro Grande (Outeiro Grande – Torres Novas), Filarmónica União Sardoalense (Sardoal), Sociedade Banda Republicana Marcial Nabantina (Tomar), Sociedade de Instrução Musical Rossiense (Rossio ao Sul do Tejo), Sociedade Filarmónica Alcanedense (Alcanede – Santarém), Sociedade Filarmónica Benaventense (Benavente), Sociedade Filarmónica de Educação e Beneficência Riomoinhense (Rio de Moinhos), Sociedade Filarmónica Gualdim Pais (Tomar), Sociedade Filarmónica União Maçaense (Mação), Sociedade Musical e Recreativa do Xartinho (Alcanede – Santarém) e Sociedade Recreativa e Musical da Pedreira (Pedreira - Tomar).

     

  • 08.09.2010
    Expresso
    Cavaleiros do ideal

    Artur Santos Silva, o presidente da Comissão do Centenário, guiou o Expresso na visita à exposição "Viva a República"

    História de heróis e vilões

    Uma estátua da República, em gesso, com três metros de altura, reprodução de um desenho da época, acolhe o visitante logo na primeira sala. Como não poderia deixar de ser, a exposição começa por ilustrar a expansão do movimento republicano na transição para o século XX e o estertor da monarquia, com a ditadura de João Franco. O regicídio, a l de fevereiro de 1908, ocupa uma das primeiras salas, com o filme "Mataram o Rei", ao som do hino monárquico, sobre os funerais de D. Carlos e do príncipe D. Luís. "A revolução é matemática e fatal", dirá Bernardino Machado, figura presente em toda a exibição. Raul Proença justificou o crime e exaltou os regicidas: "Buíça e Alfredo Costa surgiram do seio do povo. À violência opuseram a violência. Serenos como juízes e inflexíveis como heróis — mataram".

    Segue-se a sala da conspiração, com a reprodução de um croquis da reunião de 29 de Setembro de 1910, em que dirigentes da Maçonaria, da Carbonária e do Partido Republicano fixaram a data da revolução. O recinto relativo ao 5 de outubro é magnífico. O chão é um mapa gigantesco da cidade de Lisboa, com os pontos nevrálgicos devidamente assinalados: a Rotunda, a câmara, o Palácio das Necessidades, bombardeado a partir do Tejo pelos dois navios revolucionários "S. Rafael" e "Adamastor", o que obrigou à fuga do rei D. Manuel. Um novo filme, com imagens britânicas e italianas, documenta os efeitos da refrega, enquanto uma grande fotografia mostra a família real na praia da Ericeira, em debandada humilhante para Inglaterra. Do lado oposto, um cartaz traz uma centena e meia de rostos dos vencedores. Santos Silva elege aqueles com quem mais se identifica: os futuros presidentes da República António José de Almeida e Bernardino Machado, mas também José Relvas, ministro das Finanças do Governo Provisório.

    Inaugurada pelo primeiro-ministro, a exposição ainda não foi visitada pelo Presidente da República, a quem coube a abertura da narrativa sobre a "Resistência", no Porto. Ela dá conta da imediata substituição dos símbolos: a moeda, com o escudo a render o real, o hino (com música de Alfredo Keil e letra de Henrique Lopes de Mendonça) e a bandeira (o verde-rubro em vez do azul e branco). Um curiosíssimo painel mostra os vários projetos apresentados — incluindo um do poeta Guerra Junqueiro, "que começou por ser uma grande referência mas que cedo se desiludiu". Venceu a proposta de Columbano Bordalo Pinheiro.

    O radicalismo

    A separação da Igreja e do Estado foi dos pontos mais controversos da República. De Afonso Costa é reproduzida uma frase que diz tudo: "Em duas gerações Portugal terá eliminado completamente o catolicismo, que foi a maior causa da desgraçada situação em que caiu". Fantástica a fotografia do bispo do Porto, D. António Barroso, à chegada a Lisboa para ser interrogado. A forma como a República lidou com a Igreja foi "muito negativa", reconhece o guia do Expresso. Até no plano da educação. "Desapareceu uma oferta de ensino muito importante". Nesta como noutras políticas, "não estou com o radicalismo de Afonso Costa".

    Depois do fundamentalismo inicial, que se estendeu até 1914, o novo regime quase não teve tempo de respirar, envolvendo-se na Primeira Guerra Mundial. A estreia foi em África: Angola e Moçambique, expoentes do "ideal colonial tão caro à República". Seguiu-se a campanha da Flandres, preparada muito à pressa, a merecer o nome de "milagre de Tancos"... Por essa altura, dava-se outro "milagre", devidamente assinalado: o de Fátima. "Foi a guerra mais absurda em que a Europa esteve envolvida. Terrível e mal resolvida" — como a Segunda Guerra haveria de demonstrar. A sala respetiva é a que ocupa maior superfície e das mais bem conseguidas.

    Depois da I Guerra

    O pós-guerra é a fase de reconstrução, marcada pela presença quase contínua dos militares na política. "Esse foi um dos males da I República". Não apenas a ditadura de Pimenta de Castro, mas também o golpe de Sidónio Pais — a figura do "chefe" a proporcionar algumas das melhores imagens da exibição, com a assinatura do inevitável Joshua Benoliel, para cuja câmara todos faziam questão de posar... Outros males apontados pelo banqueiro do BPI foram "os exageros cometidos na política de laicidade do Estado". Quanto ao parlamentarismo, diz que foi "trágico": "um Presidente sem poderes" (apenas António José de Almeida concluiu o seu mandato de quatro anos) e um Parlamento que, "em vez de legislar, esteve quase sempre dividido entre facões e grupos". Acrescia uma "grande limitação do universo eleitoral, com medo da influência da Igreja nos meios rurais". Outra falha foi "a relação com o operariado, muito imperfeita". Em contrapartida, numa sociedade de grande dinamismo, viveu-se "um período extraordinário de liberdade de expressão, como talvez nunca acontecera". O ensino, uma das apostas mais fortes do regime, está documentado numa área especial, com a criação das universidades de Lisboa e Porto, bem como da Faculdade de Letras de Coimbra. A educação era vista como o "grande fator de promoção da igualdade". Apresentado como um projeto redentor, o novo regime cultivava valores como o serviço público, a honradez, a ética, a cidadania, a vida limpa, o desapego material, a igualdade, o associativismo.

    Em fundo vermelho vivo está a evocação da "camioneta fantasma" e da "noite sangrenta": o assassínio, a 19 de Outubro de 1921, do "herói da Rotunda", Machado dos Santos, bem como de Carlos da Maia, outro dos revoltosos, e do chefe do governo deposto, António Granjo. "Este episódio foi o símbolo mais abjeto da República", concorda Santos Silva. Entre as salas preferidas, o cicerone aponta a relativa à deposição dos restos mortais dos Soldados Desconhecidos no Mosteiro da Batalha, em 1921. Um espaço "limpo", como o designa. Outra das preferências vai para a área da cultura. "Como se sabe, aqui a República foi conservadora". Apostou no positivismo e do naturalismo. Neste contexto, "o modernismo foi uma sacudidela". Os grandes vultos são os de Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro, Almada Negreiros, Amadeo Souza-Cardoso, Santa Rita, Vianna da Morta, Guilhermina Suggia. Outra das escolhas é a sala da Seara Nova, "o grande movimento regenerador da ideia da República, cujo aparecimento foi, infelizmente, muito tardio". Talvez por ainda o ter conhecido, destaca a figura do historiador Jaime Cortesão.

    Área lúdica

    A área mais lúdica, com vários simuladores de voo, ilustra os feitos da aviação portuguesa, com destaque para a primeira travessia do Atlântico Sul, por Gago Coutinho e Sacadura Cabral. Ao penúltimo recinto chama-lhe "sala do desastre". É sobre o 28 de maio e a implantação da ditadura. "O princípio de um longo cativeiro", sintetiza Santos Silva, que se recusa a chamar República ao Estado Novo. "Foi um regime autoritário, que nada teve a ver com a Res Pública no seu conceito mais genuíno de serviço do povo e de participação dos cidadãos". Um texto sobre a herança republicana, à entrada da última sala, é, na opinião do guia do Expresso, "o mais bonito que aqui está". Vem publicado na badana do catálogo da exposição e chama aos líderes republicanos "cavaleiros do ideal". "O texto é todo um programa, que é válido sempre".

    21-08-10