Recortes de Imprensa

  • 29.12.2010
    Jornal de Letras
    A República nua e crua

    A implantação da República é o primeiro grande acontecimento da nossa História captado pela fotografia. Graças a fotógrafos como Joshua Benoliel, Anselmo Franco, António Novais ou Arnaldo Garcez conhecemos os rostos e um pouco das vidas de quem há 100 anos mudou Portugal.
    por Maria João Martins

    republica nua e crua JL
    Anselmo Franco. Momento de um golpe militar ocorrido em Lisboa, em maio de 1915.

    Joshua Benoliel/Fotógrafo beduíno/ Tanto tira Dom Manuel'Como tira o Bernardino.

    Ainda hoje não se imagina melhor elogio para um jornalista. Com um sentido de oportunidade único, Benoliel captou, desde o primeiro momento, a realidade nua e crua do novo regime, mas também a ténue aura de glamour em que se procurou envolvê-la para consumo das massas eleitoras. Ainda nos últimos anos da monarquia. Momento de um golpe militar ocorrido em Lisboa, em maio de 1915 vemo-lo a acompanhar os comícios republicanos realizados na nascente Avenida Dona Amélia, em Lisboa (hoje Almirante Reis) ou os senhores participantes, colocados em pose, durante o Congresso da Instrução Primária. Esta aparente acalmia oculta ainda o desejo da Revolução, mas quando ela chega o monárquico Benoliel lá estará na primeira linha dos acontecimentos, a fazer a primeira cobertura fotográfica de um grande acontecimento da História de Portugal. Algumas das suas fotografias de 5 de outubro de 1910 correrão mundo, reproduzidas na imprensa internacional: os revolucionários numa rua de Lisboa, a descida da Avenida da Liberdade dos heróis da Rotunda aclamados pelo povo, os navios revolucionários salvando a vitória. Ao serviço do matutino O Século e da revista /ilustração Portugueza, o repórter acompanhou posteriormente a nem sempre festiva consolidação da jovem República: cortejos cívicos cheios de crianças simbolizando um futuro inocente como uma página em branco, mas também trabalhadores em greve, acossados pela fome e pelas dificuldades da subsistência.

    A ele se deve também uma ampla galeria de retratos dos políticos republicanos. Imediatamente a seguir à implantação da República, a /ilustração Portugueza publicava uma vasta reportagem sua sobre a rotina diária do primeiro chefe do Governo Provisório, Teófilo Braga. Com texto de Rocha Martins, demonstra-se, por oposição aos esplendores fáusticos da monarquia, a singeleza do quotidiano do estadista, acompanhando-o no «frugal almoço» e na viagem de elétrico que prefere «a meios de transporte mais aparatosos».

    Caso igualmente notável é o de Arnaldo Garcez (1886-1964), a quem se deve uma exaustiva cobertura do quotidiano das tropas portuguesas na Flandres, durante os duros meses da sua presença naquelas paragens. Nascido em Santarém, cedo se dedicou à fotografia, tendo feito trabalhos, mais ou menos episódicos, para alguns jornais de Lisboa e em 1911 tinha já obtido reputação de profissional. Não é por isso de estranhar que O folojoi niilismo, lai como o conhecemos hoje, acabara de nascerem Portugal Norton de Matos, ministro da Guerra e de quem foi amigo, o convidasse para realizar a cobertura fotográfica dos exercícios de preparação militar da Divisão de Instrução que tiveram lugar, em 1916, no campo de manobras de Tancos. Quando as tropas partiram para França no ano seguinte, enquadradas no CEP, Arnaldo Garcez acompanhou-as, tendo-lhe sido atribuído o posto de alferes «equiparado». Ao serviço do Exército registou para a posteridade o quotidiano dos soldados portugueses nos campos de treino; na desolação do campo de batalha, pejado de trincheiras, abrigos e ruínas e na sua retaguarda, quer nos hospitais, quer nos momentos de confraternização com as restantes tropas aliadas e população francesa e por fim, na celebração do dia da Vitória. Só regressou a Portugal em 1921 e aqui continuou a colaborar com o Exército, acompanhando as cerimónias de transladação do Soldado Desconhecido e fazendo parte da Comissão dos Padrões de Guerra. Trabalhou também para o Diário de Lisboa, tendo sido enviado ao Brasil para seguir a travessia aérea do Atlântico Sul realizada, em 1922, por Gago Coutinho e Sacadura Cabral.

    Sobre a importância do seu trabalho, o historiador António Pedro Vicente, que lhe dedicou uma monografia (editada pelo Centro Português de Fotografia), escreve: «A análise e observação das imagens que Garcez nos lega, elaboradas, por vezes, em circunstâncias bem difíceis, constituem o melhor documento gráfico para avaliar o esforço e sacrifício que os portugueses desenvolveram durante o primeiro grande conflito mundial.» Não se mostrava morte nem toda a extensão da brutalidade, «no entanto, e felizmente para a tarefa historiográfica, a casa destruída, os campos devastados, as árvores reduzidas a um tronco nu e chamuscado dão-nos tacitamente a imagem subentendida dos horrores então vivivos.»

    Como convinha, escreve o redator, a um «simples professor do Curso Superior de Letras», que era de onde vinha Teófilo Braga. O apuro estético e o sentido jornalístico deste fotógrafo que «tanto tirava Dom Manuel/Como tirava o Bernardino» não nos pode fazer esquecer outros grandes repórteres da República, como Anselmo Franco (1879-1965) ou António Novaes (1855-1940). Em ambos os casos, estamos perante autores cujas obri- Arnaldo Garcez Retrato do cabo «Sementes» feito na Flandres (3); loshua B Revolucionários numa rua de Lisboa a 5 de outubro de 1910 (1) e descida da Avenida pelos «heróis da Rotunda (2) 44 gações profissionais tinham levado a acompanhar a animada vida social da família real portuguesa na primeira década do século XX. No caso de Novaes (membro de uma importante dinastia de fotógrafos que veio a incluir Eduardo e os seus sobrinhos Horácio e Mário) encontramos no Arquivo Fotográfico de Lisboa vários testemunhos de cerimónias civis e religiosas protagonizadas por D. Carlos, D. Amélia e D. Manuel II. Com a mudança de regime, mudam também as caras, embora nem sempre as ocasiões. Pela objetiva de Novais passarão então os principais dignitários do novo governo. Por sua vez, a Anselmo Franco devemos reportagens fotográficas detalhadas das várias revoltas e contra revoltas em que foi pródiga a República, das partidas e chegadas dos soldados do Corpo Expedicionário Português (CEP) desde o momento (1916) em que Portugal se junta aos Aliados na I Guerra Mundial e de acontecimentos dramáticos como o funeral de Sidónio Pais.A quadra, deliciosa, é da autoria de Aquilino Ribeiro e assenta como uma luva ao fotógrafo português mais conhecido da primeira metade do século XX e um dos que com maior regularidade acompanhou a ascensão e queda da I República. Joshua Benoliel (1878-1932), que não escondia a sua simpatia pela causa monárquica derrotada a 5 de outubro, pôs sempre o trabalho à frente dos desejos pessoais e tornou-se, dessa forma, uma figura mítica do quotidiano lisboeta. Assim o recordava, por ocasião da sua morte, o seu antigo diretor, Rocha Martins: «Ao atravessar as ruas, apontavam -no: Lá vai o Benoliel! Ia, farejava, parecendo tratar de um assunto tinha em mira o caso do dia, o da sua reportagem. Dava-se-lhe; vivia dela e para ela. Jamais foi necessário indicar-lhe um serviço. Ele é que os dirigia gerando o pasmo dos próprios redatores. Sem a sua presença não havia acontecimento de tomo na vida lisboeta. Por isso de tudo existe na sua galeria, desde as festas e tragédias da realeza, até às lutas e júbilos populares, desde as touradas famosas às alegres romarias, desde as procissões cheias de pompa ao desfile dos cortejos cívicos e, com estes, os retratos flagrantes das personagens ilustres por um dia ou para sempre que a sua objetiva focou. Nem uma só falha, nem uma figura de qualquer meio tendo importância, ficou fora do seu álbum. Sabia conseguir o que os outros não obtinham. Era um singular repórter gráfico usando das traças, das habilidades necessárias para o seu triunfo (...).»

  • 28.12.2010
    Rádio Condestável
    PROENÇA-A-NOVA – “Viva a República… em digressão”

    Vai estar patente ao público nos próximos dias 6, 7 e 8 de Janeiro, no Parque Urbano Comendador João Martins em Proença-a-Nova, a exposição “Viva a República…em digressão”.

    Esta mostra vai estar a percorrer o país até ao dia 31 de Julho do próximo anos. Ao todo estará em 100 concelhos e é constituída por uma viatura adaptada complementada com duas tendas de apoio. Pretende-se que seja instalada numa zona central e de fácil acesso à população, devendo permanecer em cada local entre 2 a 3 dias.

    Esta mostra é também acompanhada por uma equipa de mediação, sendo também disponibilizados materiais e suportes pedagógicos e de divulgação e é da responsabilidade da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República.

  • 27.12.2010
    Diário de Coimbra
    Três formas de “Ver a República” em Coimbra

    Com História e com Ciência. Através da caricatura. Retratando as suas figuras. Exposição, patente até Fev ereiro, desvenda segredos e revela inéditos da República e mostra uma Coimbra no centro da revolução.

    Três mundos, recheados de descobertas, surpresas, curiosidades, viagens ao passado e ligações ao presente. Três formas diferentes de “Ver a República” e de contar ao público em geral os tempos tumultuosos que antecederam e sucederam à sua proclamação, com Coimbra em grande destaque, há 100 anos atrás.

    Através da História e da Ciência. Através da caricatura e do «seu poder de antecipação» irónico, actual. Através das suas principais (e nem sempre muito conhecidas) figuras. Assim conseguiu Alexandre Ramires encontrar três olhares diferentes sobre a República, numa exposição que se espalha por três núcleos – Museu da Ciência, Museu Nacional Machado de Castro e Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra (BGUC) - e que promete surpreender todos quantos se dispuserem a descobri-la.

    O comissário executivo disponibilizou-se para guiar os jornalistas pelos três momentos de “Ver a República” e, num percurso que se iniciou no Museu da Ciência e terminou na BGUC, não foi difícil encontrar pormenores, relíquias, documentos únicos, fotos desconhecidas, inéditos, que fazem desta mostra, inaugurada em Outubro e patente até 27 de Fevereiro de 2011, num momento especial do intenso programa nacional das comemorações do centenário da República.

    Primeira fotos a cores no Museu da Ciência
    No Museu da Ciência, é, como não podia deixar de ser, prestada homenagem a três cientistas da República com ligações a Coimbra e à sua Universidade. Bernardino Machado, Egas Moniz e Aurélio Quintanilha têm lugar de destaque na ala esquerda da exposição, com fotos e relatos dos momentos chave da sua actividade profissional e política na época, e são também o elo de ligação ao relato mais histórico que preenche a ala direita.

    Uma História contada com novidades. Através do álbum de fotografias da viagem da rainha D. Amélia e dos filhos ao mediterrâneo, em 1906. Original, com legendas manuscritas pela própria rainha. Com fotos únicas da greve académica de 1907 e recortes de jornal sobre o regicídio. Com imagens do rei D. Manuel na Rua Larga ou através de um dos mais de 60 livros escritos, à mão, por Belissário Pimenta com «relatos fabulosos», como assegura o comissário executivo, sobre como Coimbra viveu os tempos finais da monarquia e os primeiros anos da República.

    Tudo pode ser visto e apreciado na extensa vitrina, onde também está um exemplar original do panfleto distribuído em Coimbra para anunciar a proclamação da República, ainda com o nome de Basílio Telles, que não aceitou o cargo, como membro do 1.0 Governo. Ou os telegramas originais enviados, para o Governo Civil, pelos representantes dos vários concelhos do distrito confirmando que sabiam da queda da Monarquia.
    Não se ficam por aqui as surpresas e as novidades do Museu da Ciência. Alexandre Ramires ainda teve espaço para homenagear os fotógrafos da República – Arséne Hayes, Abílio Caetano da Silva, José Sertório, José Gonçalves e Afonso Rasteiro – com imagens tiradas por cada um deles. Termina com as primeiras fotos a cores de Coimbra, captadas por E.W. Feilchenfeld, em 1909, que «pagava às lavadeiras e tricanas do Mondego para que pousassem» para a sua objectiva.

    Galeria “Ripublicana” no Museu Machado de Castro
    Foram tempos tumultuosos e de acesa luta política – entre monárquicos e republicanos – os que antecederam, e também os que vieram depois da implantação da República. Não deixa de ser curioso que tenham sido tempos vividos com humor e ironia e que o desenho e a caricatura tenham ganho lugar de destaque no relato dos acontecimentos da época. «A caricatura antecipava os principais momentos históricos em Portugal», garantiu, já no Museu Nacional Machado de Castro (MNMC), Alexandre Ramires, sublinhando até «a sua actualidade», mais de um século depois.

    Como o cartoon sobre o início das aulas onde, na Universidade, o professor avisa os alunos: «Ao abrir o curso, meus senhores, deixem-me felicitá-los porque daqui a cinco anos estão habilitados a ser contínuos de qualquer repartição pública». Ou o professor do secundário que, também no primeiro dia de aulas, diz aos alunos: «esqueçam-se de tudo o que aprenderam até agora. Recebi este ofício a dizer que os livros aprovados são outros». O cartoon é de 1909, mas bem podia ser de 2010.
    Este é, talvez, o mais entusiasmante núcleo da exposição, garante Alexandre Ramires, que pretendeu falar no papel da caricatura em três momentos diferentes: da proclamação da República em França até à implantação da República em Portugal; da 1.a República até ao Estado Novo e, por fim, retratos e desenhos dos diferentes protagonistas da época, com a particularidade de os visitantes poderam jogar os jogos dos jornais da altura.

    «Os jornais publicavam uma caricatura de um protagonista numa edição e o nariz dele na edição seguinte. As pessoas tinham de cortar o nariz e juntar ao respectivo dono», explica o comissário executivo da “Ver a República”. Havia outro, em que era publicado um poema relacionado com uma figura da República e o leitor tinha de adivinhar quem seria. Estão os dois disponíveis no MNMC para quem queira fazer o exercício.

    A Galeria “Ripublicana” é um mundo de descobertas e de novidades. Não falta lá a primeira caricatura publicada em Portugal: de um burro com cinco albardas; o primeiro álbum de caricaturas de estudantes da Universidade de Coimbra; ou o primeiro álbum de Banda Desenhada português, da autoria de Rafael Bordalo Pinheiro, que é, como não podia deixar de ser, um dos grandes homenageados nesta parte da exposição.

     

    «O que pretendia era dar a conhecer os protagonistas da República e não apenas os mais conhecidos», continuou o comissário executivo da exposição, que recolheu documentos na BGUC, no Arquivo da UC e na sua colecção particular e na do seu irmão, António Ramires.
    Numa longa estrutura de madeira espelhada, que reflecte a imensidão de livros desta biblioteca republicana, inserida na grande Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, são muitos os rostos a descobrir, entre os milhares que eram publicados periodicamente na Galeria dos Vultos da República e também nas orlas fotográficas dos diferentes cursos da Universidade. «Um mundo», como desabafa o responsável.

    Lá estão, por exemplo, Manuel Emídio Garcia, fundador do primeiro jornal republicano português; Motta da Veiga, único português referido na obra de Júlio Verne; Maria Luísa Caldas, única figura feminina impressa na Galeria Republicana; António Luís Gomes, primeiro presidente da Associação Académica de Coimbra; mas também António José de Almeida, Sidónio Pais, José Falcão, Simões de Castro ou Antero de Quental, que tem exposto o seu retrato mais antigo conhecido.

     

    Notáveis da República
    Aliás, está exposto um desenho original do artista, datado de 1906, em que a UC está representada por uma rã, que vive «num charco que produz bacharéis que formam o pântano que é o aparelho de Estado». Não deixa de ser curioso o facto de este mesmo desenho ter sido fotografado numa República de Estudantes de Coimbra, imagem que também está exposta.
    A visita terminou na BGUC, numa sala rodeada de livros com o mesmo tempo da República e com retratos destacados das principais figuras de Coimbra nos primeiros tempos deste regime. E foram muitas. Alexandre Ramires garante que «praticamente todos os deputados das Constituintes de 1911 tinham sido estudantes na Universidade de Coimbra», o que prova o papel desta cidade e da sua Universidade no fim da monarquia e nos anos que se seguiram.

  • 27.12.2010
    Radio Cidade de Tomar
    Portugal: Comemorações do Centenário da República

    Comemorações do Centenário da República na semana de 26 de Dezembro de 2010 a 2 de Janeiro de 2011

    De 1 de Janeiro a 30 de Junho de 2011, das 10.00 às 18.00 horas
    EIXO: República nos Municípios
    EXPOSIÇÕES: A República e a Ciência
    LOCAL: Horta, Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça
    ORGANIZAÇÃO: De 1 de Janeiro a 30 de Junho de 2011
    CONTACTOS E INFORMAÇÕES: http://www.azores.gov.pt/

    De 1 de Janeiro a 30 de Junho de 2011, das 10.00 às 18.00 horas
    EIXO: República nos Municípios
    EXPOSIÇÕES: Exposição evocativa de Teófilo Braga
    LOCAL: Ponta Delgada, Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada
    CONTACTOS E INFORMAÇÕES:
    http://www.azores.gov.pt/

    28 de Dezembro de 2010, 21.30 horas
    EIXO: República nos Municípios
    EVENTOS: Leitura encenada de Ultimatum Futurista de Almada Negreiros, por Vítor Correia
    LOCAL: Tavira, Museu Municipal de Tavira, Palácio da Galeria
    CONTACTOS E INFORMAÇÕES: T 281 320 500

    De 1 a 31 de Janeiro de 2011, das 10.00 às 18.00 horas
    EIXO: República nos Municípios
    EXPOSIÇÕES: O Lustro da Mudança
    LOCAL: Fundão, Casino Fundanense

    Até 31 de Março de 2011, de segunda a sexta-feira das 10.00 às 12.30 e das 14.00 às 17.00 horas
    EIXO: República nos Municípios
    EXPOSIÇÕES: Implantação da República em Almada
    LOCAL: Almada, Casa Pargana ‐ Arquivo Histórico Municipal

    Até 30 de Dezembro de 2010, 10.00 às 18.00 horas
    EIXO: Exposições do Centenário
    EXPOSIÇÕES: VIAJAR.VIAJANTES E TURISTAS À DESCOBERTA DE PORTUGAL NO TEMPO DA I REPÚBLICA
    LOCAL: Lisboa, Torreão Nascente ‐Terreiro do Paço
    CONTACTOS E INFORMAÇÕES:
    http://viajar.centenariorepublica.pt/

    Até 30 de Dezembro de 2010, 10.00 às 18.00 horas
    EIXO: Exposições do Centenário
    EXPOSIÇÕES: CORPO.ESTADO, MEDICINA E SOCIEDADE NO TEMPO DA I REPÚBLICA.
    LOCAL: Lisboa, Torreão Poente ‐Terreiro do Paço
    CONTACTOS E INFORMAÇÕES:
    http://corpo.centenariorepublica.pt/

    Até 31 de Dezembro de 2010, de segunda a sexta, das 10.00 às 12.30 e das 15.00 às 18.00 horas
    EIXO: Exposições do Centenário
    EXPOSIÇÕES: RESISTÊNCIA.DA ALTERNATIVA REPUBLICANA À LUTA CONTRA A DITADURA (1891 ‐ 1974)
    LOCAL: Porto, Centro Português de Fotografia
    CONTACTOS E INFORMAÇÕES:
    http://resistencia.centenariorepublica.pt/

  • 27.12.2010
    Diário de Coimbra
    Três formas de “Ver a República” em Coimbra

    Com História e com Ciência. Através da caricatura. Retratando as suas figuras. Exposição, patente até Fev ereiro, desvenda segredos e revela inéditos da República e mostra uma Coimbra no centro da revolução.

    Três mundos, recheados de descobertas, surpresas, curiosidades, viagens ao passado e ligações ao presente. Três formas diferentes de “Ver a República” e de contar ao público em geral os tempos tumultuosos que antecederam e sucederam à sua proclamação, com Coimbra em grande destaque, há 100 anos atrás.

    Através da História e da Ciência. Através da caricatura e do «seu poder de antecipação» irónico, actual. Através das suas principais (e nem sempre muito conhecidas) figuras. Assim conseguiu Alexandre Ramires encontrar três olhares diferentes sobre a República, numa exposição que se espalha por três núcleos – Museu da Ciência, Museu Nacional Machado de Castro e Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra (BGUC) - e que promete surpreender todos quantos se dispuserem a descobri-la.

    O comissário executivo disponibilizou-se para guiar os jornalistas pelos três momentos de “Ver a República” e, num percurso que se iniciou no Museu da Ciência e terminou na BGUC, não foi difícil encontrar pormenores, relíquias, documentos únicos, fotos desconhecidas, inéditos, que fazem desta mostra, inaugurada em Outubro e patente até 27 de Fevereiro de 2011, num momento especial do intenso programa nacional das comemorações do centenário da República.


    Primeira fotos a cores no Museu da Ciência
    No Museu da Ciência, é, como não podia deixar de ser, prestada homenagem a três cientistas da República com ligações a Coimbra e à sua Universidade. Bernardino Machado, Egas Moniz e Aurélio Quintanilha têm lugar de destaque na ala esquerda da exposição, com fotos e relatos dos momentos chave da sua actividade profissional e política na época, e são também o elo de ligação ao relato mais histórico que preenche a ala direita.

    Uma História contada com novidades. Através do álbum de fotografias da viagem da rainha D. Amélia e dos filhos ao mediterrâneo, em 1906. Original, com legendas manuscritas pela própria rainha. Com fotos únicas da greve académica de 1907 e recortes de jornal sobre o regicídio. Com imagens do rei D. Manuel na Rua Larga ou através de um dos mais de 60 livros escritos, à mão, por Belissário Pimenta com «relatos fabulosos», como assegura o comissário executivo, sobre como Coimbra viveu os tempos finais da monarquia e os primeiros anos da República.

    Tudo pode ser visto e apreciado na extensa vitrina, onde também está um exemplar original do panfleto distribuído em Coimbra para anunciar a proclamação da República, ainda com o nome de Basílio Telles, que não aceitou o cargo, como membro do 1.0 Governo. Ou os telegramas originais enviados, para o Governo Civil, pelos representantes dos vários concelhos do distrito confirmando que sabiam da queda da Monarquia.

    Não se ficam por aqui as surpresas e as novidades do Museu da Ciência. Alexandre Ramires ainda teve espaço para homenagear os fotógrafos da República – Arséne Hayes, Abílio Caetano da Silva, José Sertório, José Gonçalves e Afonso Rasteiro – com imagens tiradas por cada um deles. Termina com as primeiras fotos a cores de Coimbra, captadas por E.W. Feilchenfeld, em 1909, que «pagava às lavadeiras e tricanas do Mondego para que pousassem» para a sua objectiva.

    Galeria “Ripublicana” no Museu Machado de Castro
    Foram tempos tumultuosos e de acesa luta política – entre monárquicos e republicanos – os que antecederam, e também os que vieram depois da implantação da República. Não deixa de ser curioso que tenham sido tempos vividos com humor e ironia e que o desenho e a caricatura tenham ganho lugar de destaque no relato dos acontecimentos da época. «A caricatura antecipava os principais momentos históricos em Portugal», garantiu, já no Museu Nacional Machado de Castro (MNMC), Alexandre Ramires, sublinhando até «a sua actualidade», mais de um século depois.

    Como o cartoon sobre o início das aulas onde, na Universidade, o professor avisa os alunos: «Ao abrir o curso, meus senhores, deixem-me felicitá-los porque daqui a cinco anos estão habilitados a ser contínuos de qualquer repartição pública». Ou o professor do secundário que, também no primeiro dia de aulas, diz aos alunos: «esqueçam-se de tudo o que aprenderam até agora. Recebi este ofício a dizer que os livros aprovados são outros». O cartoon é de 1909, mas bem podia ser de 2010.

    Este é, talvez, o mais entusiasmante núcleo da exposição, garante Alexandre Ramires, que pretendeu falar no papel da caricatura em três momentos diferentes: da proclamação da República em França até à implantação da República em Portugal; da 1.a República até ao Estado Novo e, por fim, retratos e desenhos dos diferentes protagonistas da época, com a particularidade de os visitantes poderam jogar os jogos dos jornais da altura.

    «Os jornais publicavam uma caricatura de um protagonista numa edição e o nariz dele na edição seguinte. As pessoas tinham de cortar o nariz e juntar ao respectivo dono», explica o comissário executivo da “Ver a República”. Havia outro, em que era publicado um poema relacionado com uma figura da República e o leitor tinha de adivinhar quem seria. Estão os dois disponíveis no MNMC para quem queira fazer o exercício.

    A Galeria “Ripublicana” é um mundo de descobertas e de novidades. Não falta lá a primeira caricatura publicada em Portugal: de um burro com cinco albardas; o primeiro álbum de caricaturas de estudantes da Universidade de Coimbra; ou o primeiro álbum de Banda Desenhada português, da autoria de Rafael Bordalo Pinheiro, que é, como não podia deixar de ser, um dos grandes homenageados nesta parte da exposição.

    Notáveis da República
    Aliás, está exposto um desenho original do artista, datado de 1906, em que a UC está representada por uma rã, que vive «num charco que produz bacharéis que formam o pântano que é o aparelho de Estado». Não deixa de ser curioso o facto de este mesmo desenho ter sido fotografado numa República de Estudantes de Coimbra, imagem que também está exposta.

    A visita terminou na BGUC, numa sala rodeada de livros com o mesmo tempo da República e com retratos destacados das principais figuras de Coimbra nos primeiros tempos deste regime. E foram muitas. Alexandre Ramires garante que «praticamente todos os deputados das Constituintes de 1911 tinham sido estudantes na Universidade de Coimbra», o que prova o papel desta cidade e da sua Universidade no fim da monarquia e nos anos que se seguiram.

    «O que pretendia era dar a conhecer os protagonistas da República e não apenas os mais conhecidos», continuou o comissário executivo da exposição, que recolheu documentos na BGUC, no Arquivo da UC e na sua colecção particular e na do seu irmão, António Ramires.
    Numa longa estrutura de madeira espelhada, que reflecte a imensidão de livros desta biblioteca republicana, inserida na grande Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, são muitos os rostos a descobrir, entre os milhares que eram publicados periodicamente na Galeria dos Vultos da República e também nas orlas fotográficas dos diferentes cursos da Universidade. «Um mundo», como desabafa o responsável.

    Lá estão, por exemplo, Manuel Emídio Garcia, fundador do primeiro jornal republicano português; Motta da Veiga, único português referido na obra de Júlio Verne; Maria Luísa Caldas, única figura feminina impressa na Galeria Republicana; António Luís Gomes, primeiro presidente da Associação Académica de Coimbra; mas também António José de Almeida, Sidónio Pais, José Falcão, Simões de Castro ou Antero de Quental, que tem exposto o seu retrato mais antigo conhecido.

    Três olhares a ver com tempo e com curiosidade. Alexandre Ramires garante que têm sido alguns, especialmente grupos, de várias escolas, a visitar a exposição, tendo já feito visitas guiadas a visitantes que solicitaram. O comissário executivo da “Ver a República” convida, assim, a população em geral a encontrar outros olhares sobre esta mostra, que está patente até Fevereiro do próximo ano.

    Ana Margalho
    27-12-2010

  • 27.12.2010
    Público
    Condecorada por defender a República, Câmara de Ovar procura a insígnia perdida

    O Colar da Ordem da Torre e Espada foi entregue ao concelho pela luta contra os avanço das tropas da monarquia do Norte

    A peça tem um carregado valor simbólico: representa a bravura das gentes de Ovar no tempo em que a República queria ganhar raízes no país. O esforço não foi em vão e acabou reconhecido na condecoração da Ordem da Torre e Espada, do Valor de Lealdade e Mérito, atribuída no final da década de 20 do século passado. Foi Mouzinho de Albuquerque, ele próprio, em representação do Governo da época, que mostrou ao povo de Ovar pela primeira vez a distinção em carne e osso. O diploma está na posse da câmara, mas o colar desapareceu sem deixar rasto.

    Ainda no século passado, em 1997, o então presidente da autarquia lembrou-se do colar e deu ordens precisas aos serviços do património da divisão da cultura: era preciso encontrar a insígnia. As pesquisas que terão sido feitas nessa altura não tiveram sucesso. Até que, este ano, com o aproximar das comemorações do centenário da implantação da República, a vontade ganhou novo fôlego. O museu da cidade recebeu, em Setembro, a exposição República e os serviços foram novamente remexer na história.

    Ovar promete não desistir e se não for possível encontrar a peça, ao menos que se esclareça a data em que o colar deixou de morar no edifício camarário. São essas as orientações que agora bateram à porta dos técnicos. E se todos os esforços forem por água abaixo, a reprodução de um exemplar será colocada em cima da mesa e os responsáveis políticos serão chamados a pronunciarem-se sobre o que fazer.

    Alberto Lamy, historiador de Ovar, atira algumas possibilidades para tentar explicar o desaparecimento da peça. "Provavelmente os republicanos apoderaram-se do colar, durante o Estado Novo, ou perdeu-se ou então está nas mãos de alguém que tem vergonha de o entregar", refere. A solução para tão estranho desaparecimento tem, em seu entender, uma solução nada complicada. Mande-se fazer um exemplar numa casa que perceba da arte e exponha-se a peça na câmara, mesmo à entrada ou no átrio do piso superior. "Até porque nem toda a gente tem essa insígnia. Nesta região, só Aveiro e Ovar é que têm a Ordem da Torre e Espada por causa da monarquia do Norte", assinala.

    Linha férrea destruída

    A coragem com que os ovarenses defenderam a República e lutaram pela sobrevivência desse regime não passou despercebida aos responsáveis máximos da nação. Alberto Lamy conta o que aconteceu no terceiro volume da sua monografia dedicada a Ovar. A 21 e 22 de Janeiro de 1919, os ferroviários vareiros destruíram a via onde o comboio passava para retardar o avanço das tropas monárquicas que chegavam do Norte. O que permitiu que as tropas republicanas se aglomerassem em Aveiro e se preparassem para a luta.

    Um ano depois, no primeiro aniversário da entrada das tropas republicanas em Ovar, a 12 de Fevereiro de 1920, o general Mouzinho de Albuquerque, representando o Governo e o ministro da Guerra, deslocou-se à vila para colocar as insígnias da Torre e Espada na bandeira do município e o colar ao peito do comandante do 3.º Batalhão de Infantaria 24, o capitão Zeferino Camossa Ferraz de Abreu.

    Foi um dia de festa na terra que, segundo os homens que comandavam os destinos do país, mostrou "a sua ardente fé republicana e indefectível patriotismo, demonstrando valor e coragem pela resistência que durante algumas horas opôs à entrada dos revoltosos monárquicos que em grandes forças marchavam para o Sul". E o colar continua a ser a peça que falta para que a importante condecoração fique completa.

    27-12-2010

     

  • 27.12.2010
    Correio da Manhã
    Ano excelente para a filatelia portuguesa

    O ano que dentro de dias termina fica na história da Filatelia Portuguesa pela realização da primeira Exposição Mundial de Filatelia, que assinalou o centenário da Implantação da República.

    Durante dez dias dezenas de milhar visitaram o maior evento filatélico alguma vez realizado em Portugal, numa organização conjunta dos CTT e da Federação Portuguesa de Filatelia, tendo como timoneiros Raul Moreira, director de Filatelia dos CTT e presidente da Associação Mundial para o Desenvolvimento da Filatelia, e Pedro Vaz Pereira, presidente da FPF.

    A Feira Internacional de Lisboa, no Parque das Nações, em Lisboa, foi o centro das atenções dos filatelistas de todo o Mundo. Ali estiveram representados 75 países, onde foram seleccionadas 678 colecções, com mais de um milhão de selos e peças filatélicas, expostas em 3100 quadros e julgadas por 70 jurados seleccionados pela Federação Mundial de Filatelia.

    A rainha de Inglaterra, a convite da organização, trouxe a Lisboa a colecção do ‘Penny Black’, o primeiro selo emitido em todo o Mundo em 1840. Dado o seu valor incalculável, esteve permanentemente sob escolta policial.

    Para a divulgação deste certame os CTT começaram em 2007 a emitir a série ‘Bandeiras Portuguesas’, composta por cinco selos de 30 cêntimos cada.
    A organização da exposição convidou os artistas Júlio Pomar, João Abel Manta, André Carrilho, Costa Pinheiro e João Machado a reinterpretarem o busto da República que resultou um bloco de oito selos divulgativos da Portugal 2010.

    Cavaco Silva inaugurou o evento e assistiu ao lançamento da réplica do primeiro selo republicano, emitido em 1912, que reproduz a ‘Ceres’. Terminou com a excelente emissão da ‘História das Liberdades’ da autoria de Luiz Duran.

    Durante o certame mundial foi emitido pelos Correios de Portugal o livro ‘A 1ª República Portuguesa’, da autoria de António Costa Pinto e Paulo Jorge Fernandes, que inclui todos os selos lançados para a Portugal 2010.  
     
    O ano filatélico terminou com o Dia do Selo, em Viana do Castelo, numa organização conjunta da Associação Filatélica de Vale do Neiva e da Federação Portuguesa, tendo o patrocínio dos CTT e da Câmara de Viana do Castelo, onde decorreram duas exposições: a mostra filatélica inter-sócios 2010 e a outra ‘Uma Visita à 1ª República em Portugal’, da autoria de Pedro Vaz Pereira.

    Por último resta agradecer aos CTT , na pessoa de Raul Moreira, a concessão do carimbo alusivo dos 30 anos da rubrica ‘Coleccionismo’ no Correio da Manhã.

    26-12-2010

  • 23.12.2010
    Linhas de Elvas
    Exposição “Viva a República! …em digressão”

    A exposição “Viva a República! …em digressão”, dedicada à I República, um dos momentos mais marcantes da história recente de Portugal, esteve em Elvas, na Praça da República, entre os dias 14 e 16 de Dezembro.

    Nesta mostra o visitante era convidado a acompanhar o percurso de evolução do ideário republicano, o processo de implantação da República e os principais contextos e transformações a que esteve associada.
    A exposição “Viva a República! …em digressão” está a percorrer cerca de 100 concelhos do país, durante aproximadamente um ano, em itinerância.

    A mostra é constituída por uma viatura adaptada, complementada por duas tendas de apoio.
    “Viva a República! …em digressão” é acompanhada por uma equipa de mediação, sendo também disponibilizados materiais e suportes pedagógicos e de divulgação.

  • 23.12.2010
    Jornal da Beira
    CEAR debateu Monarquia e República

    Por iniciativa do Centro de Estudos Aquilino Ribeiro (CEAR) teve lugar no Solar do Vinho do Dão, na passada sexta-feira, mais uma edição dos Serões Aquilinianos, enquadrada no ano do centenário da Implantação da República.

    O tema da conversa, orientada pelo professor Henrique Almeida, centrou-se nas questões sociais e ideológicas que marcaram a primeira década do século XX e na intervenção militante do então jovem Aquilino na defesa dos princípios doutrinários do novo regime.

    Análise especial mereceu a sua participação na imprensa, como colaborador de prestigiados periódicos como A Vanguarda, Ilustração Portuguesa, Alma Nacional e A Beira. Neste órgão republicano “deu início à sua carreira de publicista, aí antecipando o epílogo próximo da Monarquia”. Entre os documentos dados a conhecer à plateia, mereceu destaque a notícia do jornal sediado em Viseu referente à presença nesta cidade do escritor, na altura a viver o exílio em Paris, para celebrar a revolução republicana.

    Participaram no serão alunos do Conservatório de Música, seguindo-se à sua actuação um convívio natalício.

    RB

  • 23.12.2010
    Terras Brancas
    Exposição “Viva a República!... em digressão” esteve em Vila Viçosa

    vivarepublica vila viçosa
    Pelos caminhos de Portugal, a exposição “Viva a República!...em digressão” tem estado a percorrer, ao longo deste ano, mais de 100 concelhos de todo o país, tendo estado em Vila Viçosa na passada semana.

    Promovida pela Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da Repúbloica, a exposição apresenta-se dividida em quatro núcleos, - Republicanismo, Implantação da República, as Mudanças na República e A Viagem na República -, convidando  os visitantes a acompanharem a evolução do ideário republicano, o processo de implantação da República, os principais contextos e transformações a que esteve associada.

    Entre os dias 11 e 13 de Dezembro, Vila Viçosa recebeu esta exposição que ensinou um pouco mais sobre a História de Portugal, particularmente a história da I República.

    A exposição “Viva a República!... em digressão” tem como objectivo assinalar o centenário da implantação da República, dando a conhecer a miúdos e graúdos os acontecimentos que marcaram um dos momentos mais marcantes da nossa História.