Recortes de Imprensa

  • 06.01.2011
    barreiroweb.com
    Exposição: Centenário da Revolução Republicana – A Revolução Republicana em Setúbal e no Barreiro

    Visita Guiada a 30 de Janeiro

    No próximo dia 30 de Janeiro, pelas 10h30, tem lugar a visita orientada à Exposição “Centenário da Revolução Republicana – A Revolução Republicana em Setúbal e no Barreiro” patente ao público no Auditório Municipal Augusto Cabrita (AMAC), até 6 de Fevereiro.

    A iniciativa é dirigida ao público em geral, mediante marcações para o contacto: 21 214 74 00.

    Recorde-se que a mostra foi inaugurada a 20 de Novembro, no âmbito das Comemorações do Centenário da Revolução Republicana, e é fruto da colaboração entre a Associação de Municípios da Região de Setúbal e a Câmara Municipal do Barreiro, e de várias instituições, colectividades e particulares que disponibilizaram o seu património para enriquecer a exposição. Assim, foi possível recrear alguns espaços e vivências como: a escola, a mercearia, a taberna, o ateliê de costura, a casa, a sala, os jogos de época, o movimento associativo e a participação de Portugal na Grande Guerra.

    Na mostra estão representadas profissões com os tipógrafos, pois a Imprensa desempenhou um papel fundamental na difusão dos ideais republicanos.

    Também a imprensa operária conhece um importante incremento durante este período de charneira, e mesmo pós-revolucionário, dando a conhecer muitas das lutas operárias encetadas e as principais reivindicações, merecendo particular destaque o jornal A Batalha, fundado em 1919.

    Por seu lado, os corticeiros conheceram uma forte implantação na vila do Barreiro para o que contribuiu a instalação do Caminho-de-Ferro em 1861, já que permitiu a vinda de famílias oriundas do Algarve e Alentejo, fomentando o aparecimento de pequenas fábricas por quase todas as ruas da vila.

  • 06.01.2011
    DiáriOnline / Região Sul
    Maria Fernanda Rollo aborda “O Municipalismo na República” em Silves

    A conferência intitulada “O Municipalismo na República”, de Maria Fernanda Rollo, vogal da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República (CNCCR), vai realizar-se na Biblioteca Municipal de Silves no próximo dia 22 de Janeiro, pelas 16:00 horas, em mais uma iniciativa da Câmara Municipal de Silves.

    Maria Fernanda Rollo é doutorada em História Económica e Social Contemporânea pela Universidade Nova de Lisboa (UNL), é professora Auxiliar do Departamento de História da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da UNL, tem como principais áreas de investigação a história de Portugal no século XX, história económica portuguesa contemporânea, história da engenharia em Portugal, participação de Portugal nos movimentos de cooperação económica europeia, história institucional e história empresarial.

    Fernanda Rollo é também autora das publicações: “Portugal e o Plano Marshall”, “Percursos Cruzados“, “Inovação e produtividade: o modelo americano e a assistência técnica americana a Portugal no pós-guerra", “Heranças da Guerra: o reforço da autarcia e os ‘novos rumos’ da política económica”; entre outras.

  • 05.01.2011
    L+ARTE
    Várias

    Duas circunstâncias especiais fizeram com que 2010 fosse um ano pródigo e também especial em matéria de exposições - as comemorações do centenário da República e uma nova e reforçada edição da Trienal de Arquitectura de Lisboa.

    Pela qualidade, densidade e actualidade das reflexões propostas, assim como pela coerência e qualidade dos dispositivos de apresentação e mediação, merece especial destaque o conjunto de exposições realizadas no âmbito da Trienal de Arquitectura de Lisboa, sob o tema genérico "Falemos de Casas". Tendo como curador geral Delfim Sardo, mas reunindo um amplo leque de curadores sectoriais, estas exposições permitiram abordar criticamente as questões do habitar contemporâneo, reflectir sobre especificidades locais e contingências da prática da arquitectura, ou conhecer obras notáveis que mapeiam as relações entre arte e arquitectura como duas disciplinas que frequentemente se intersectam.

    A exposição Os Primitivos Portugueses. O Século de Nuno Gonçalves (1450-1550) ,realizada pelo Museu Nacional de Arte Antiga no âmbito das comemorações do centenário da República, e comissariada por José Alberto Seabra Carvalho, ao colocar em confronto cerca de 160 pinturas dos séculos XV e XVI, e reconstituindo alguns dos mais emblemáticos retábulos portugueses desse período, ensaia um desejável panorama crítico, actualizado e de grande dimensão, acerca dos "Primitivos Portugueses", chamando a atenção para o modo decisivo como o estudo material desse património contribui para o repensar e reconfigurar.

    Numa outra escala, e logo a iniciar o ano, a exposição Debret, de Vasco Araújo, realizada no Pavilhão Branco do Museu da Cidade, em Lisboa, apresentando extraordinárias esculturas miniaturais (ovos e figuras), mesas e citações de Padre António Vieira, veio propor uma muito interessante e oportuna releitura de discursos e reaproximações críticas à época pós-colonial.

    Dalila Rodrigues, historiadora de arte

  • 05.01.2011
    Time Out
    Quando a BD portuguesa era grande

    Quim e Manecas são dois heróis fundamentais da BD portuguesa, que agora chegam enfim a livro. João Miguel Tavares conta tudo. 

    No meio da avalanche de edições a propósito do centenário da República, eis que a Tinta-da-China coloca nas livrarias uma verdadeira pérola: a integral do período de ouro das Aventuras de Quim e Manecas, banda desenhada que Stuart Carvalhais publicou entre 1915 e 1918 n’O Século Cómico e que pode – e deve – ser considerada uma obra central não só da BD portuguesa, mas de toda a BD europeia.
    Não é megalomania: por uma estranha conjugação de acaso e talento, Portugal tem um papel fundamental na construção da identidade da BD deste lado do Atlântico, em primeiro lugar através do espantoso trabalho de Rafael Bordalo Pinheiro em meados do século XIX (cuja qualidade e arrojo estão ao nível do melhor que nessa época se fazia na Europa); e depois devido às primeiras 27 pranchas das Aventuras de Quim e Manecas, assinadas por Stuart em 1915. E o que têm essas 27 pranchas de especial? Sobretudo isto: balões.

    Os balões de fala são considerados de tal forma importantes na BD que se convencionou considerar que a Nona Arte teve a sua origem com a publicação de The Yellow Kid, de Richard Outcault, nos Estados Unidos, em 1895, a primeira série a usar balões para representar os diálogos das personagens. Inúmeros especialistas contestam esta interpretação, apontando o suíço Rudolf Töpffer (1799-1846) como o verdadeiro pai do género, mas deixemos de lado esse debate.

    O que importa é que, enquanto nos EUA a BD explodia no dealbar do século XX, devido à proliferação da imprensa escrita (e logo com uma assombrosa qualidade – recorde-se que o genial Little Nemo é de… 1905!), na Europa ela manteve-se tímida e relativamente informe, até começar a dar nas vistas em França já em meados da década de 20, primeiro com Zig et Puce, de Alain Saint-Ogan, e depois com o imenso sucesso do Tintin de Hergé, a partir de 1929. Daí que tantos especialistas portugueses (e não só) considerem As Aventuras de Quim e Manecas como o elo perdido que uniria os dois lados do Atlântico, utilizando os balões uma década antes de eles se tornarem comuns no mercado franco-belga.

    Junte-se a isso o traço modernista de Stuart Carvalhais e o uso de uma linguagem chistosa e coloquial e o resultado é uma obra bem à frente do seu tempo. É pena que Stuart tenha abandonado os balões a favor das caixas de textos tradicionais precisamente quando a série entrou na sua maturidade, mas ainda hoje temos de admirar a sua inventividade, sobretudo na criação de artefactos, a grande especialidade de Manecas: do “hydroaero-manecoplano” ao “binóculo auto-fura-paredes”, passando pelas “balas quadrumanicas” que “transmitem ao mesmo tempo o tifo, a varíola, a escarlatina e a gravidez”, imaginação é coisa que nunca falta por aqui. Tal como não falta a devoção à República e o ódio aos alemães: a super-lente que incendeia Berlim ou a conferência na Sociedade Propaganda Anti-Boche são bons exemplos disso.

    No meio de tudo isto há apenas a lamentar a qualidade da reprodução das próprias pranchas, tarefa à partida muito difícil dada a ausência de originais e a necessidade de recorrer às edições do próprio Século Cómico, que hoje têm quase 100 anos e cuja impressão era muito pobre. Ainda assim, dado o preço elevado do livro (44 euros) e o óptimo trabalho de enquadramento e pesquisa de João Paulo de Paiva Boléo, é pena que não tenha havido um trabalho mais profundo de limpeza, uniformização das cores e restauro das pranchas. Admite-se que esse trabalho não fosse possível por razões de orçamento, purismo estético ou timing de edição, mas numa obra tão importante como esta essas eram opções que deveriam ter sido explicadas numa nota introdutória – infelizmente, elas passam sem qualquer referência.

    Quim e Manecas, 1915-1918
    Stuart Carvalhais
    Tinta-da-China, 44€
    terça-feira, 4 de Janeiro de 2011

     

  • 05.01.2011
    Porto dos Museus
    Seminário: A emigração na Primeira República

    seminario_emigracao

    O Museu das Migrações e das Comunidades integra o programa das comemorações do Centenário da Implantação da República da Câmara Municipal de Fafe com a realização de um seminário subordinado ao tema “A Emigração na Primeira República”.

    O evento decorrerá no próximo dia 21 de Janeiro de 2011, no Auditório da Biblioteca Municipal de Fafe e reúne investigadores de várias universidades nacionais e estrangeiras, nomeadamente, da Universidade Aberta e do Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais (CEMRI), da Universidade de Lisboa, da Universidade do Minho, da Universidade do Porto e da Universidade de Santiago de Compostela e conta com o apoio da Câmara Municipal de Fafe.

    09:00 Recepção dos participantes
    09:30 Sessão de Abertura
    Dr. José Ribeiro – Presidente da Câmara Municipal de Fafe
    Dr. Pompeu Miguel Martins – Vereador do Pelouro da Cultura
    Prof.ª Doutora Maria Beatriz Rocha-Trindade – Investigador/Fundador do Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais – CEMRI – (Universidade Aberta)

    Painel 1- Primeira República – A Emigração e a Imigração em Portugal
    Moderação: Prof. Doutor Albertino Gonçalves (Universidade do Minho/ Instituto de Ciências Sociais)

    10:00 Prof. Doutor Jorge Fernandes Alves (Universidade do Porto/ Faculdade de Letras da Universidade do Porto)
    Políticas e práticas de emigração na Primeira República.

    10:30 Prof. Doutor Viriato Capela (Universidade do Minho/Instituto de Ciências Sociais)
    A emigração e o surgimento da acção regionalista em Portugal.

    11:00 Coffee-break

    11:30 Dr. Carlos Pazos Justo (Universidade do Minho/Instituto de Letras e Ciências  Humanas)
    A emigração espanhola em Lisboa na Primeira República: o caso do enclave galego.

    12:00 Professor Doutor Domingo González Lopo (Universidade de Santiago de Compostela/Faculdade de História e Xeografia/Cátedra UNESCO nº 226 sobre Migraciónes)
    Os lisboanos galegos: evolución económica, social e ideolóxica dun  colectivo inmigrante en Portugal.

    12:30 Debate

    13:00 Almoço

    Painel 2 – Portugal/Brasil – Factos, Gentes e Representações
    Moderação: Dr. Henrique Barreto Nunes (Universidade do Minho/Conselho Cultural)
    Dra. Isabel Alves (Museu das Migrações e das Comunidades)

    14:30 Prof.ª Doutora Maria Beatriz Rocha-Trindade (Universidade Aberta/Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais – CEMRI)
    Portugal-Brasil: Trajectórias de sucesso e de insucesso no contexto migratório.

    15:00 Prof.ª Doutora Maria do Céu de Melo (Universidade do Minho/Instituto de Educação)
    Ao espelho: o riso e o siso nos cartoons sobre emigração.

    15:30 Dr. Daniel Bastos
    O concelho de Fafe durante a Primeira República e o fenómeno migratório.

    16:00 Prof. Doutor Fernando António Baptista Pereira (Universidade de Lisboa/ Faculdade de Belas-Artes)
    Um discurso museológico sobre a emigração e os “Brasileiros” em Fafe durante a Primeira República.

    16:30 Coffee-Break

    17:00 Prof. Doutor Jorge Arroteia (Universidade de Aveiro / Emigrateca Portuguesa)
    Uma visão retrospectiva sobre as migrações portuguesas.

    17:30 Debate, Balanço e Conclusões

    18:00 Encerramento – Dr. José Ribeiro, Presidente da Câmara Municipal de Fafe
    Visita ao Museu das Migrações e Núcleo das Artes (Teatro – Cinema)

    As inscrições são gratuitas e poderão ser efectuadas até ao dia 18 de Janeiro para geral@museu-emigrantes.org ou pelos telefones T 253 490 908 ou F 253 700 409.

  • 04.01.2011
    Diário As Beiras
    Portal fomenta estudos sobre a primeira República

    Espaço vai ser inaugurado este mês

    O Arquivo Distrital da Guarda, em parceria com a Guarda Digital, acaba de disponibilizar um portal dedicado à “Primeira República na Região”.

    Embora esteja já acessível, este portal, que será inaugurado no decorrer do mês, pretende ser um sítio em permanente (re)construção de conteúdos, aceitando contributos externos. “Está aberto à disponibilização de fontes em formato digital, assegurando as entidades coordenadores do projeto os meios tecnológicos e técnicos necessários à sua reprodução e à disponibilização de tais fontes e conteúdos através deste sítio na internet”, esclarece Levi Coelho, diretor do Arquivo Distrital da Guarda.

    Este projecto (www.arquivo.guarda.pt) surgiu no âmbito da comemoração do centenário da República, tendo em vista “a divulgação e a promoção do acesso às diversas fontes de informação que permitam melhor conhecer o impacto da implantação do regime republicano na evolução histórica das diversas comunidades do distrito”.

    O responsável salienta que “tais informações estão dispersas por uma multiplicidade de entidades públicas e privadas”, nomeadamente arquivos históricos, arquivos de entidades públicas ativas, arquivos de família, de associações, museus, ou blibliotecas. “Materializaram-se tais informações, provavelmente, em suportes e por processos diversificados – o documento escrito, a fotografia, a publicação monográfica ou periódica, a obra de arte, o registo sonoro, a peça museológica”.

    Para Levi Coelho, embora a dispersão e o desconhecimento constitua um “obstáculo ao conhecimento e à contínua reconstrução da história”, a tecnologia atual associada às potencialidades da Internet pode contribuir para “tornar acessível o que está inacessível”. Neste portal estão disponíveis documentos, imagens, páginas de jornais, biografias de personalidades, indicação de trabalhos editados e ligações para outros sítios com interesse para os potenciais utilizadores.

    Helder Sequeira
    Hélder.sequeira@asbeiras.pt

  • 04.01.2011
    Porto dos Museus
    Exposição: Os Postais da Primeira República

    postais_fnac
    Entre o dia 5 de Janeiro e 5 de Março de 2011, a FNAC do Norte Shopping (Matosinhos) apresenta a exposição “Os Postais da Primeira República”.

  • 30.12.2010
    Gazeta das Caldas
    República a Banhos, recria como era hospital termal há cem anos

    republica a banhos
    O Museu do Hospital e das Caldas acolhe, até 16 de Janeiro, a exposição “República a Banhos”, integrada nas Comemorações do Centenário da República. Esta é a oportunidade para conhecer como seriam algumas das áreas do Hospital há um século atrás já que foi recriado no espaço de exposições temporárias o gabinete do director, uma enfermaria, a zona de portaria/secretaria e uma área de lazer para os aquistas.

    Foi também publicado o livro “República a Banhos – O Hospital termal e a I República” que dá a conhecer melhor como se deu a passagem da monarquia para a Republica e que consequências teve naquela instituição.
     
    Na exposição pode visitar-se o gabinete do director do hospital. Era Augusto Cybron que dirigia os destinos do Hospital, desde 1903
    “Em vez de uma exposição convencional quisemos inovar algo e decidimos recriar um pouco do quotidiano do Hospital há cem anos atrás”, palavras de Dora Mendes, técnica do Museu do Hospital e das Caldas, enquanto fazia a visita guiada pelo espaço de exposições temporárias, agora “transformado” no Hospital Termal de há 100 anos.

    “Não quisemos apresentar apenas documentos, decidimos recriar o ambiente de como seria o hospital na época”, prosseguiu a responsável, dando a conhecer os diferentes núcleos que compõe a mostra. Estes são o gabinete do director do Hospital Termal, uma das enfermarias (Sta. Maria), uma zona de secretaria e portaria e outra de lazer e convívio para os aquistas, onde não falta um piano e  os jornais da época que podem ser consultados. Não faltam também os móveis, mobiliários e objectos da época, que fazem parte da colecção daquele espaço museológico.

    Há vários pormenores curiosos para conhecer in loco como os bilhetes que eram usados para os banhos que eram similares aos usados nos comboios e tinham que ser igualmente validados.

    Pouco tempo depois de ter sido implantada a República,  o Hospital Real das Caldas  passa a designar-se apenas Hospital das Caldas da Rainha D. Leonor, num homenagem à sua fundadora. Nesta altura foram também destruídas as armas reais que havia nos edifícios que fazem parte do conjunto hospitalar e também foram picadas as coroas que encimavam o cunhal do Paço e as que estavam no portão das cavalariças.

    “No quotidiano do hospital notámos que não houve grandes alterações causadas pela implantação da República, os problemas continuaram e já então o hospital se debatia com falta de fundos”, disse Dora Mendes.

    A crise das finanças do Hospital também no início do século
    Segundo texto de Hugo Araújo,  “Da Corte à República” que integra a publicação “Republica a Banhos – O Hospital termal e a I República” “o facto das conta da instituição, consideradas um encargo para o Estado não gozarem da melhor saúde, favorecia as discussões em torno de algumas ideias como a do arrendamento dos Pavilhões e da exploração do Casino  por particulares, coisa que já vinham sendo discutida desde bem antes de 1910”.

    Este autor ainda defende que a então vila, agora com a República perdeu “a firme relação que mantinha com a Coroa e o papel de sala de visitas que desempenhara com os diferentes monarcas, especialmente nos últimos reinados”.

    O 5 de Outubro nas Caldas foi um marco simbólico da mudança que “levou a Corte a desaparecer das Caldas e lhe trouxe a então jovem República”. Este então novo regime fez-se sentir ao nível politico e sobretudo em questões burocrática, e menos no quotidiano do cidadão comum.

    Augusto Cymbron era o então director do Hospital (desde 1903) e envolveu-se nalgumas polémicas visto que pertencia a um dos movimentos republicanos então formados na cidade. Antes da instauração da República, este responsável organizou uma grande recepção ao Rei D. Manuel II  nas Caldas mas logo a seguir à queda da monarquia, o mesmo apressou-se a  dar apoio ao novo governo, distanciando-se do ex-regime.

    Augusto Cymbron acabou por ser exonerado do cargo em 1913 mas o médico açoriano acabaria por ser reconduzido como director do Hospital Rainha D. Leonor  em 1914 e a permanecer no  cargo durante uma década.

    Em Setembro de 1911 foi publicado em diário de governo da Republica um relatório de melhorias para o Hospital Termal, tema já então pertinente pois questionava-se como gerir todo o património a cargo do hospital que então  necessitava de sustentabilidade financeira pois já iam bem longe os tempos em que o hospital recebia os foros e as rendas do tempo da rainha fundadora, D. Leonor.
    As dificuldades financeiras eram tema e a árdua tarefa da gestão patrimonial já se discutia há 100 anos.  Segundo texto de Tânia Jorge, também incluído em “República a Banhos – O Hospital Termal e a I República”,  “a observação do funcionamento do Hospital afirma que a exploração do balneário em 1910 representava cerca de metade da receita da instituição  e que o parque e o Club não representavam  tanto como se fazia crer “.

    A comissão, autora do relatório, defendia por isso “o valor  do estabelecimento termal assentava na qualidade das suas águas termais e não no brilho das suas diversões, o Hospital pode e deve ser sem receio mais hospital do que Club”. Segundo a  investigadora, o relatório aponta como sugestão apostar na melhoria das instalações do balneário e para a  criação de comodidades e assistência clínica de forma a disponibilizar todos os meios de cura.

    “República a Banhos”  inclui um programa de visitas guiadas para as escolas com o objectivo de dar a conhecer um  pouco do hospital termal de há um século atrás.

    As marcações para as actividades educativas podem ser efectuadas por tel. 262 830 300 ou através do e-mail mushospcaldas@sapo.pt

     

  • 30.12.2010
    Público
    CORPO e VIAJAR: último dia no Terreiro do Paço

    Último dia para ver, no Terreiro do Paço, em Lisboa, as exposições Viajar – Viajantes e Turistas à Descoberta de Portugal no tempo da I República (Torreão Nascente)  e Corpo – Estado, Medicina e Sociedade no tempo da I República (Torreão Poente) comemorativas dos 100 anos da implantação da República.A primeira lembra como 1911 representou um momento fundamental na emergência do turismo organizado em Portugal. Nesse ano, Lisboa recebeu o IV Congresso Internacional de Turismo e o Governo Provisório criou as primeiras estruturas oficiais – a Repartição de Turismo e o Conselho de Turismo.
    Corpo é uma mostra sobre a medicina na história, as doenças e as políticas de saúde no contexto da I República.

    Das 10h00 às 18h00. Entrada livre.
    Mais informações http://viajar.centenariorepublica.pt ou http://corpo.centenariorepublica.pt.

  • 29.12.2010
    Blog da Rede de Bibliotecas Escolares
    Mapa das Escolas participantes nas comemorações do Centenário da República

    Centenário da República 1910-2010

    noticia escolas

    Pode visitar o mapa das escolas que têm vindo a participar nas comemorações do centenário da República aqui >>

    Fonte: http://rbe.blogspot.com