O que levou o Governo Provisório a introduzir o escudo em 1911, quando começou a ser produzido e como evoluiu a moeda nacional ao longo dos tempos e até à entrada em circulação do euro, em 2002. Estas são algumas das questões a que a exposição «O Escudo: a nova unidade monetária da República» dá resposta. Organizada pela Imprensa Nacional Casa da Moeda, em parceria com a Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República, pode ser visitada até 15 de Julho.
Inaugurada no dia 17 deste mês e comissariada pelos docentes Nuno Valério (do Instituto Superior de Economia e Gestão) e Maria Eugénia Mata (da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa), a exposição «O Escudo: a nova unidade monetária da República» pretende dar a conhecer o que levou à criação do escudo e a sua evolução até 2002.
Organizada pela Imprensa Nacional Casa da Moeda (INCM), está dividida em seis núcleos ao longo dos quais se apontam as razões da República para uma reforma monetária, mas também as razões da Monarquia que, nos últimos anos já discutira projectos com idêntico objectivo, como sucedeu com o que foi apresentado em 1904 pelo Partido Regenerador, de Hintze Ribeiro.
Os novos modos de pagamento, com novas moedas e notas e o funcionamento do sistema bancário são também analisados nesta exposição, em que se mostram igualmente as grandes oscilações da nova moeda, com as desvalorizações sofridas na sequência da I e da II Guerra Mundial e durante o restante período em que vigorou.
O presidente da INCM, Estêvão de Moura, espera que a exposição seja vista pelo maior número de pessoas, “tanto pelas gerações mais novas, a quem o escudo já pouco diz, como pelos mais velhos, que poderão vê-la com algum saudosismo”, declarou citado no site do Centenário da República.
A exposição, onde se podem ver as diferentes moedas e notas produzidas durante a I República, traça também um quadro da evolução do valor do escudo, desde 1911 até à actualidade. Num painel pode ver-se por exemplo que, em 1911, o valor do escudo era equivalente ao do dólar.
Mas a moeda da República desvalorizou em vários períodos da sua história – até à introdução do euro - e o custo de vida subiu 3500 vezes. O escudo de 1911 valeria hoje 17,50 euros.
O euro começou a fazer parte da vida dos portugueses a 1 de Janeiro de 2002, mas até 28 de Fevereiro, o escudo foi utilizado a par da nova moeda nas carteiras dos portugueses. A partir de 1 de Março desse ano, e após 91 anos de circulação, a moeda republicana portuguesa desapareceu.
«O Escudo: a nova unidade monetária da República» está patente até dia 15 de Julho na Casa da Moeda (Av. António José de Almeida, Lisboa) e pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 9 às 19 horas. A entrada é livre.
A.G.P.








