Biografias

Artur Santos Silva, Presidente da CNCCR

Nascido em 1941, no Porto, foi herdeiro de três gerações de republicanos que conheceram a prisão e o exílio. O bisavô, Dionísio Santos Silva, dirigiu com João Chagas o jornal “A República Portuguesa”, criado em 1890, no advento do 31 de Janeiro de 1891, revolução pela qual foi preso.

Em 1963, Artur Santos Silva licenciou-se em Direito na Universidade de Coimbra, com a média de 17 valores. Entre 1980 e 1982, foi encarregado de regência da cadeira de Economia Financeira, na Faculdade de Direito da UC e, entre 1979 e 1985, da cadeira de Moeda e Crédito, na Universidade Católica do Porto. Em 1985, frequentou um programa de formação de executivos, na Universidade de Stanford, Califórnia, Estados Unidos.

A sua actividade na banca iniciou-se em 1968, como director do BPA, onde se manteve até 1975, ano em que foi convidado a integrar o VI Governo Provisório, como Secretário de Estado do Tesouro (1975-1976). Foi vice-governador do Banco de Portugal, em 1977-1978, tendo em 2002 passado a fazer parte do Conselho de Administração da Fundação Calouste Gulbenkian, onde se mantém.

Em 2004 fundou o banco BPI, a cuja administração executiva presidiu até se reformar. Ainda permanece ligado ao banco que fundou, onde é presidente do conselho de administração não executivo.

Maria Fernanda Rollo, Vogal CNCCR

Nascida em 1965, na República Democrática do Congo, doutorou-se em História Económica e Social Contemporânea na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

Investigadora e vice-presidente do Instituto de História Contemporânea da FCSH da UNL, tem diversas obras publicadas – “Portugal e o Plano Marshall”, Estampa, 1994; “Percursos Cruzados”, in Engenho e Obra. Uma abordagem à História da Engenharia em Portugal no século XX” (coord. por J.M. Brandão de Brito) Publicações D. Quixote, em 2002, tendo recentemente coordenado, com Fernando Rosas, a “História da Primeira República Portuguesa”, Tinta da China, 2009.

As principais áreas de investigação a que se tem dedicado são a História de Portugal no século XX, com destaque para as áreas de história económica portuguesa contemporânea, história da engenharia, participação de Portugal nos movimentos de cooperação económica europeia, história institucional e história empresarial.

Coordenou diversos projectos como o que deu origem à exposição Engenho e Obra. História da Engenharia em Portugal no século XX; (com J.M Brandão de Brito e Manuel Heitor) e ainda História Económica de Angola (1850-1974), História da Tóbis Portuguesa, entre outros.
Na sua actividade profissional, é membro da Assembleia de Representantes da FCSH e representante do IHC na Comissão das Unidades de Investigação da FCSH. Faz parte do conselho de redacção da revista Ler História.

Raquel Henriques da Silva, Vogal da CNCCR

Nascida em 1952, no concelho de Cascais, é doutorada em História de Arte pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde é Professora Auxiliar de História da Arte.

Desde 2005, é coordenadora na FCSH do Mestrado em Museologia e lecciona disciplinas na licenciatura em História de Arte e seminários no Mestrado em História de Arte do século XIX. Integra a direcção do Instituto de História da Arte e coordena a Revista de História da Arte.
Tem diversas obras publicadas nas áreas da Museologia, Urbanismo e Arquitectura e Artes Visuais (séculos XIX-XX), entre as quais As Avenidas Novas de Lisboa, 1900-1930. Lisboa, 1986 (Dissertação de Mestrado em História da Arte apresentada à FCSH da UNL, policopiado). Cascais. Lisboa, Presença, 1988; Aurélia de Sousa. Lisboa, Inapa, 1991; Carlos Botelho.Lisboa, Presença, 1995 (com organização de imagens de Manuel Botelho). Lisboa romântica. Urbanismo e arquitectura, 1777-1874. Lisboa, 1998 (Dissertação de Doutoramento em História, Especialidade História da Arte apresentada à FCSH da UNL, policopiado). Lisboa de Frederico Ressano Garcia, 1874-1909. Lisboa, Câmara Municipal / Fundação Calouste Gulbenkian, 1989. Eduardo Viana, ami  des Delaunay. Europália-Portugal 91, Mons, 1991;

Desde 2007, é membro do Conselho Editorial da revista Museologia.pt do Instituto dos Museus e da Conservação e, desde 2002, da revista Monumentos.

Francisco Sarsfield Cabral, Vogal da CNCCR

Nascido no Porto em 1939, licenciou-se em Direito pela Universidade de Lisboa (1962). Foi quadro do Secretariado Técnico da Presidência do Conselho (1963/1964) e da Associação Industrial Portuguesa (1965/1978). Jornalista do Diário Popular (1970/1975), do semanário O Jornal (1975/1977) e da RTP (1977/1979), onde foi subdirector para a Informação (1979).

Comentador de assuntos económicos e de integração europeia, tendo colaborado regularmente na RTP, TVI, Expresso, Diário de Notícias, A Luta, Primeiro de Janeiro, Semanário, A Tarde, Jornal da Tarde, Público, Fortuna, Visão, entre outros órgãos de comunicação social.

Autor de quatro livros (Uma Perspectiva sobre Portugal, Moraes, 1973; Política, Economia e Ética, Semanário, 1985; Autonomia Privada e Liberdade Política, Fragmentos, 1988; e Ética na Sociedade Plural, Tenacitas, 2001) e de numerosos ensaios sobre temas económicos, políticos e filosóficos (nomeadamente nas revistas Brotéria e Communio). Co-autor do livro Reformar Portugal, Oficina do Livro, 2002.

Foi director de Relações Externas da Petrogal (1979/1985). Depois Adjunto do Ministro dos Negócios Estrangeiros (1985/1987), Assessor do Primeiro-Ministro (1987/1991), Director do Gabinete em Portugal da Comissão Europeia (1991/1996).

Jornalista da Rádio Renascença entre Outubro de 1996 e Novembro de 1997 e depois de Março de 1998. Comentador do Jornal 2 da RTP entre 1997 e 2003. Director do jornal Público entre Dezembro de 1997 e Março de 1998, onde foi colunista entre Dezembro de 1996 e Abril de 2002. Colunista do jornal Diário de Notícias de Maio de 2002 a Abril de 2007. Director de Informação da Rádio Renascença entre Maio de 2003 e Dezembro de 2008. Actualmente, colaborador da Renascença, colunista do jornal Público e comentador da SIC. 

Rui Vieira Nery

Rui Vieira Nery nasceu em Lisboa em 1957) e iniciou os seus estudos musicais na Academia de Música de Santa Cecília, prosseguindo-os no Conservatório Nacional de Lisboa. Licenciado em História pela Faculdade de Letras de Lisboa (1980), doutorou-se em Musicologia pela Universidade do Texas em Austin (1990), que frequentou como Fulbright Scholar e bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. Professor, entre 1985 e 2000, no Departamento de Ciências Musicais da Universidade Nova de Lisboa e actualmente no Departamento de Músicas da Universidade de Évora, orientou um vasto número de mestrados e doutoramentos em universidades portuguesas, espanholas e francesas. Foi director-adjunto do Serviço de Música (1992-2008) e é director do Programa Gulbenkian Educação para a Cultura (desde 2008), na Fundação Calouste Gulbenkian. Entre 2005 e 2007 desempenhou as funções de Secretário de Estado da Cultura no XIII Governo Provisório. Foi-lhe concedida em 2004 pelo Presidente da República a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique por serviços prestados ao estudo da Cultura portuguesa. É Académico Correspondente da Academia Portuguesa da História.

Como musicólogo, é autor de diversos estudos sobre História da Música Portuguesa, dois dos quais receberam o Prémio de Ensaismo Musical do Conselho Português da Música (1984 e 1992), bem como de largo número de artigos científicos publicados em revistas e obras colectivas especializadas, tanto portuguesas como internacionais. Exerce também uma actividade intensa como conferencista, no plano nacional como em vários países da Europa, nos Estados Unidos e no Brasil. Os seus temas de investigação incluem a problemática do maneirismo e do barroco na música ibérica e os processos de interpenetração cultural na música portuguesa, do vilancico à modinha e ao fado. 

Como crítico e colunista musical, colaborou nos semanários Expresso e O Independente. É colaborador regular da Antena Dois da Radiodifusão Portuguesa, para a foi autor, entre outros, dos programas Sons Intemporais e Matrizes, bem como, com Vanda de Sá, do programa Ressonâncias. Foi consultor musical da Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, da Régie Cooperativa Sinfonia e da Fundação de Serralves. De Novembro de 1991 a Junho de 1992 foi responsável pela concepção do projecto artístico do Centro de Espectáculos do Centro Cultural de Belém. É Académico Correspondente da Academia Portuguesa da História e foi condecorado em 2002 com a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique por serviços prestados à Cultura portuguesa. Entre Outubro de 1995 e Outubro de 1997 desempenhou as funções de Secretário de Estado da Cultura no XIII Governo Constitucional.