Miguel Augusto Bombarda

Miguel Augusto Bombarda nasceu no Rio de Janeiro em 1851. Estudou na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa, defendendo, em 1877, uma tese sobre o Delírio das Perseguições que deixou antever a sua futura especialização em Psiquiatria. Foi médico do Hospital de S. José e em 1892, assumiu o cargo de Director do Hospital de Rilhafoles (actualmente Hospital Miguel Bombarda).

Pertenceu a numerosas sociedades científicas, nacionais e estrangeiras, entre as quais a Academia Real das Ciências de Lisboa e a Sociedade de Ciências Naturais, de que foi presidente. Foi um dos fundadores, com Miguel Bento e Sousa Martins, do jornal Medicina Contemporânea.

Em 1908, entrou na vida política activa como deputado, afirmando-se liberal e anticlerical e vindo a declarar-se publicamente como republicano.

Dedicou-se fugazmente aos trabalhos de preparação da revolução de 5 de Outubro de 1910. Porém, no dia em que rebentou a revolução, a 3 de Outubro, foi assassinado no seu próprio gabinete por um doente louco que lhe deu um tiro. Até hoje não se conseguiu apurar se este homem terá sido induzido por monárquicos a matar Miguel Bombarda ou se se tratou realmente de um acto tresloucado.

Entre os livros que deixou estão: Traços de Fisiologia Geral e de Anatomia dos Tecidos, Dos Hemisférios Cerebrais e suas Funções Psíquicas, Distrofias por Lesão Nervosa, O Delírio do Ciúme, O caso de Josefa Greno, Consciência e Livre Arbítrio, entre outros.

Autoria: Plano Nacional de Leitura