Columbano Bordalo Pinheiro

Autor do desenho da bandeira nacional.

Columbano Bordalo Pinheiro nasceu em Lisboa, no dia 21 de Novembro de 1857. Pertencia a uma família de artistas. O pai também era pintor e o irmão, Rafael Bordalo Pinheiro tornou-se famoso como caricaturista e ceramista. Aos 14 anos começou a frequentar o curso de Desenho da Academia de Belas-Artes de Lisboa, onde foi aluno de Simões de Almeida e de Miguel Lupi.

Em 1881 foi para Paris estudar pintura. Aí contactou com as obras dos impressionistas, que nessa época se afirmaram como tendência predominante. Em 1882 o seu quadro Concerto de Amadores (actualmente no Museu do Chiado) foi admitido pelo júri do “Salon” de pintura, o que representava uma consagração. Os críticos franceses reagiram positivamente e foram publicados vários artigos com comentários à obra sempre em termos muito elogiosos. Quando Columbano regressou a Lisboa integrou-se num grupo de artistas que se reunia em torno do paisagista Silva Pinto e se autodenominava “Grupo do Leão”. Columbano retratou o grupo num quadro que ficou célebre.

Apesar do êxito que teve em Paris, não foi logo aceite nem compreendido pelos críticos portugueses que rejeitaram as suas obras e impediram que as apresentasse numa exposição realizada em Lisboa.

Com o correr do tempo Columbano foi conseguindo impor-se e acabou por alcançar enorme prestígio entre os seus contemporâneos. Voltou a expor em Paris e também em Berlim, Dresden, Londres, S. Petersburgo e Barcelona. Em 1900 obteve a medalha de ouro na Exposição Universal de Paris.

Depois da Revolução de 5 de Outubro de 1910, foi nomeado pelo Governo Provisório como membro da comissão encarregue de escolher o modelo da nova bandeira. Como era o único pintor da comissão podemos concluir que terá sido um dos principais responsáveis pelo modelo adoptado como bandeira nacional.

Columbano deixou uma obra notável. Para além de um importante conjunto de quadros, podemos hoje admirar as belas pinturas murais com temas históricos que realizou no Palácio de Belém e no Palácio das Necessidades, na Câmara Municipal de Lisboa, no Museu Militar e na Assembleia da República. Dedicou-se ainda ao ensino na Academia de Belas-Artes de Lisboa entre 1900 e 1924 e assumiu o cargo de director do Museu de Arte Contemporânea desde que este foi inaugurado em 1916 até à data da sua morte, a 6 de Novembro de 1929 em Lisboa.

Autoria: Plano Nacional de Leitura