Basílio Teles

Basílio Teles nasceu no Porto no dia 14 de Fevereiro de 1856. Tendo concluído os estudos preparatórios, matriculou-se na Academia Politécnica e depois, em 1875, na Escola Médico-Cirúrgica, mas abandonou o curso devido a um conflito que teve com um professor. Leccionou as disciplinas de Literatura, Filosofia e Ciências Naturais, ao mesmo tempo que escrevia para alguns jornais políticos e literários, defendendo os ideais republicanos.

Filiado no Partido Republicano Português (PRP) Basílio Teles também fez parte do Clube de propaganda democrática do norte, e teve um papel muito importante na preparação da revolta de 31 de Janeiro de 1891, o que o levou ao exílio. De volta a Portugal após uma amnistia e cheio de vontade de lutar contra a monarquia. Fez parte do Directório do PRP entre 1897 e 1899 e depois de 1909 a 1911.
Implantada a República a 5 de Outubro de 1910, a Carbonária tentou que lhe fosse atribuída a pasta do Interior mas por influência de

Afonso Costa foi indigitado para a pasta das Finanças. Basílio Teles não aceitou e por isso não tomou posse.

No entanto não se afastou da vida política e chegou a apresentar um programa político, em 1911, em que proponha medidas tão polémicas como a reposição da pena de morte e o encerramento das escolas até serem totalmente reformadas pela República. O programa não foi aceite.

Basílio Teles acabou por se afastar da vida política, sem nunca deixar de defender os seus ideais. Recusou um convite para tomar posse como Ministro da Guerra a 15 de Maio de 1915.

Morreu no dia 10 de Março de 1923 no Porto.

Conhecido como um dos grandes intelectuais portugueses do seu tempo, deixou várias obras publicadas na área da história e da economia entre as quais: O Problema Agrícola, Estudos Históricos e Económicos, Introdução ao Problema do Trabalho Nacional, Do Ultimatum ao 31 de Janeiro, Figuras Portuguesas e Memórias Políticas, estas duas últimas editadas depois da sua morte.

Autoria: Plano Nacional de Leitura