António José de Almeida

António José de Almeida nasceu em Vale da Vinha, Penacova, em 1866. Licenciou-se em Medicina na Universidade de Coimbra. Ainda estudante aderiu ao Partido Republicano Português e passou a defender publicamente os seus ideais, distinguindo-se desde logo como grande orador. Em 1890, publicou no jornal académico O Ultimatum um artigo que ficou famoso e a que deu o título Bragança, o último. Por causa deste texto, considerado pelo tribunal um insulto ao rei, foi condenado a três meses de cadeia.

Quando acabou o curso partiu para a Colónia Portuguesa de São Tomé e Príncipe onde exerceu medicina até 1904. Regressou então a Lisboa, para se dedicar de corpo e alma à política, como dirigente do Partido Republicano Português. De tal forma a sua eloquência arrebatava multidões, que se tornou um verdadeiro ídolo. Em 1908, voltou a ser preso por ter participado nos preparativos da revolução que fracassou. Recuperada a liberdade continuou a lutar pela causa da República e veio a ser um dos conspiradores que desencadearam o 5 de Outubro.

No novo regime assumiu desde logo o cargo de Ministro do Interior do Governo Provisório e foi por várias vezes ministro e deputado. Em 1911 liderou uma cisão partidária. Fundou o Partido Evolucionista, o mais moderado dos que então surgiram, e o jornal República de que foi director.

Em 1919, foi eleito Presidente da República e cumpriu o cargo até ao fim do mandato (1923), ao contrário do que aconteceu com todos os outros presidentes da 1ª República. Nestas funções fez uma visita oficial ao Brasil. A sua capacidade oratória e a sua competência diplomática vieram a tornar-se decisivas no reforço dos laços de amizade entre os dois países.

Morreu em Lisboa a 31 de Outubro de 1929.

Autoria: Plano Nacional de Leitura

Biografia completa dos presidentes da I República em: http://www.museu.presidencia.pt/presidentes.php