“Numária – O Papel Moeda – As Notas da República (1911-2001)”

Data de publicação: 
14.12.2010
 

A história do escudo em papel-moeda é pela primeira vez  narrada numa única obra, “Numária – O Papel Moeda – As Notas da República (1911-2001)”, de Luis Manuel Tudella, hoje apresentada publicamente no posto de informação da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República, no Terreiro do Paço, em Lisboa.

Nesta obra fala-se de todas as notas postas a circular pelo Banco de Portugal nos noventa anos de existência do escudo, entre 1911 e 2001, como salientou o autor. E tendo em conta que essas notas exibiam na sua maioria efígies de personalidades célebres, neste livro fala-se também delas e da história dos 100 anos da República.

“O papel-moeda é por excelência um meio de divulgação da cultura de um povo”, salientou Luis Tudella, que apresentou algumas curiosidades relativas ao papel-impresso em escudos, não só a propósito das figuras nele representadas como até na quantidade de notas produzidas em 90 anos.

“Três mil setecentos e trinta e cinco milhões, duzentos e trinta e sete mil notas  foi a quantidade produzida pelo Banco de Portugal nesse período”, disse Luis Tudella.

Embora criado em 1911 como unidade monetária que valia mil réis, o escudo em papel-moeda só começou a ser emitido em 1918. As primeiras notas de que se fala neste livro são as de 50 centavos e de um escudo, as primeiras a ser produzidas em papel.

O livro “Notas da República” de Luis Tudella é editado pela Caldas Editora, em parceria com a Caixa de Crédito Agrícola das Caldas da Rainha, Óbidos e Peniche, entidade que apoiou financeiramente a obra, e tem o apoio da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República.