Memórias da República

Data de publicação: 
26.09.2010

A RTP vai começar a exibir na próxima quinta-feira, dia 23 de Setembro, a série documental Memórias da República, constituída por 60 episódios com a duração de três a cinco minutos cada, sobre eventos e figuras do período da República.

Esta série, desenvolvida pela produtora Até ao Fim do Mundo e com edição jornalística de João Carlos Barradas, “será exibida nos vários canais da RTP (RTP1, RTP2, RTPN, RTP Internacional e RTP África) até dia 10/12 de Outubro”, de acordo com José Fragoso, director de programas da Rádio Televisão Portuguesa.

Na apresentação das Memórias da República, que decorreu terça-feira na Cinemateca Portuguesa, José Fragoso salientou que este foi um dos projectos que começaram a ser pensados já há quase três anos, para celebrar o Centenário da República.

Baseada sobretudo na iconografia da I República, parte da qual cedida pela Cinemateca Portuguesa, esta série retrata o quotidiano da época entre 1910 e 1926 e para tal contou com a colaboração de historiadores como Luís Farinha, Maria Alice Samara, António Reis e António Ventura.

“Memórias da República” é um projecto que “trata as questões da República com os olhos de hoje, e não como uma viagem ao passado”, salientou por seu turno Jorge Wemans, director de informação da RTP2.

Para comemorar o Centenário da República “a RTP não deixou nenhum género de fora”, disse ainda Jorge Wemans, anunciando que no próximo dia 30 de Setembro se inicia a exibição de uma outra série, destinada a um público mais infantil: “A República das Perguntas”, enquanto  dia 27 arranca na RTP2 uma outra série de documentários, “Nós Republicanos”.

Sobre as Memórias da República, o historiador Luis Farinha afirmou que com a sua exibição se irá mostrar “o tesouro escondido” existente em arquivos como o da Cinemateca Portuguesa, de uma forma simples e capaz de ser compreendido por todos os portugueses.

“Ela conta histórias e explica acontecimentos com temáticas muito variadas, aliando rigor, clareza e simplicidade, o que é fundamental” , sublinhou Luis Farinha. 

Para o director da ANIM (Arquivo Nacional de Imagens em Movimento), a série Memórias da República vai “dar visibilidade ao trabalho de arquivo” desenvolvido pela Cinemateca, que é pouco conhecido e envolve “suportes muito perecíveis”, como é o caso das películas.