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Conferência de Imprensa

Data de publicação: 
09.11.2010

Conferência de Imprensa
11 de Novembro de 2010, Museu Nacional de Arte Antiga

Cem anos depois da “descoberta”dos Painéis de S. Vicente - que em Maio de 1910 foram apresentados publicamente, constituindo então “uma novidade no contexto da pintura europeia” - há um conhecimento muito maior não só sobre as obras de Nuno Gonçalves como sobre a pintura portuguesa dos séculos XV e XVI.

Mas esse saber nem sempre tem chegado ao grande público que desconhece igualmente que a pintura portuguesa dessa época não é apenas a de Nuno Gonçalves.

É esse conhecimento que se pretende agora transmitir na exposição “Primitivos Portugueses (1450-1550). O Século de Nuno Gonçalves”, a inaugurar dia 11 de Novembro no Museu Nacional de Arte Antiga, na qual se reúnem mais de 160 obras dos séculos XV e XVI.

Muitas dessas obras “constituem a nossa mais qualificada pintura antiga” e são “a espinha dorsal da colecção” do próprio MNAA, disse o comissário Seabra Carvalho na apresentação da exposição.

A razão para as apresentar agora? “O que se passou neste século Nuno Gonçalves não está suficientemente conhecido, nem está suficientemente divulgado”.

“Hoje sabemos muito mais sobre estas peças do que há 100 anos”, sustentou o comissário da exposição, José Alberto Seabra Carvalho, manifestando o desejo de que ela seja um novo “ponto de partida para o aprofundamento de conhecimentos acerca deste património nacional dos séculos XV e XVI”.

“Antes de 1910 a pintura portuguesa do século XV era inexistente nas histórias de arte europeia”, e só depois da primeira exposição pública dos Painéis de S. Vicente, em Maio de 1910 e da publicação do livro de José de Figueiredo “Arte Portuguesa Primitiva. O pintor Nuno Gonçalves” passou a ser reconhecida a existência de uma escola portuguesa na pintura.

Na exposição agora realizada no MNAA, em que constam também obras vindas do estrangeiro – um Calvário, que veio de Bruges, na Bélgica, a par de outras importantes obras de museus de França, Itália e Polónia – o que interessa, disse Seabra Carvalho, não é tanto defender essa escola portuguesa mas antes “questionar e ensaiar novas pistas de leitura sobre o território da pintura retabular”  e “sublinhar méritos artísticos dos outros mestres que não fundamentalmente Nuno Gonçalves”.

A espectacularidade e o deslumbramento suscitado por muitas obras ali patentes, como é o caso do “Retábulo do Paraíso”, logo à entrada da exposição - do qual fazem parte três pinturas vindas da Polónia - é também uma razão acrescida para visitar o MNAA.

A exposição tem um núcleo no Museu de Évora dedicado aos pintores luso-flamengos e às oficinas que estiveram activas na cidade nas primeiras décadas do século XVI

A contemporaneidade também irá estar presente no MNAA, quando dia 3 de Dezembro ali for apresentado o projecto “D’ après Nuno Gonçalves”, a cargo da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, que conta com obras de 26 autores portugueses da actualidade.

Entre eles contam-se Pedro Cabrita Reis e Rui Chafes mas o projecto conta também com obras de “autores emergentes”, em diversas áreas artísticas, como afirmou José Quaresma, docente da FBAUL.