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Columbano Bordalo Pinheiro (1900-1929) no Museu do Chiado

Data de publicação: 
02.12.2010

Retratos de dezenas de figuras da sociedade portuguesa de fins do século XIX e princípios do século XX, na maioria dos casos de pessoas ligadas às artes, fazem parte da exposição “Columbano Bordalo Pinheiro (1900-1929)”que dia 2 de Dezembro inaugurou no Museu Nacional de Arte Contemporânea/Museu do Chiado em Lisboa.

Antero de Quental, Raul Lino, Teixeira de Pascoais, Viana da Mota, José de Figueiredo, Raul Brandão, Afonso Lopes Vieira, Augusto Rosa, actor Vale, Eduardo Brazão, Abel Botelho, Jaime Batalha Reis são apenas alguns dos muitos personagens retratados por Columbano, em obras agora patentes no Museu do Chiado, onde há também três auto-retratos, entre eles a pintura inacabada datada de 1929, ano da morte do pintor.

 “Esta exposição gira muito em torno do retrato, mas também tem um núcleo de pintura intimista e entre as 75 obras aqui reunidas, se a maioria é da colecção do MNAC -  do qual Columbano foi director entre 1914 e 1929 - há também obras de colecções privadas e nunca antes expostas de instituições nacionais e estrangeiras”, explicou Maria de Aires Silveira, a comissária da exposição.

É o caso da pintura “Femme et Fruits” (de 1899) que veio do Musée d’Orsay, em  Paris e que antes estivera no museu de Luxemburgo, para onde Columbano enviara o quadro, no período em que tentou a internacionalização da sua arte. Esta é uma das obras relativas ao intimismo, juntamente com “A Chávena de Chá”, “Frutos de Outono” e “A mulher do artista”, entre outros.

“A expressão da modernidade” é o núcleo onde se constata já uma mudança e uma maior liberdade na pintura de Columbano, com alguma aproximação da corrente expressionista, “não que o pintor a quisesse”, pela expressividade na fisionomia dos retratados.

 A propósito do retrato que Columbano fez de Teixeira de Pascoais diria o escritor: “Agora, não é o meu retrato que se parece comigo, sou eu que me pareço com o meu retrato”.

A exposição inclui ainda um núcleo dedicado ao estudo laboratorial feito sobre quadros de Columbano, no qual se inclui o retrato de Rafael Bordalo Pinheiro, e um outro dedicado à pintura decorativa, esta bem diferente da restante obra do artista e que abrange, entre outros, pinturas para o Palácio do Beau Séjour e outras para o Palácio de Belém.

A par da exposição Columbano, o Museu do Chiado apresenta em simultâneo outras obras, mais contemporâneas e críticas, como é o caso da instalação vídeo de Susana Sousa Dias, uma obra que partiu do filme “Natureza Morta – Rostos de uma ditadura”.

“Peguei nas imagens e tornei-as mais lentas e sem som de fundo, o que permite que o espectador as veja sem estar condicionado pelas palavras”, explicou a autora que contou depois com a instalação sonora feita por António Sousa Dias. O resultado, disse a autora, “é outra obra que não o filme”.

 

Local: Lisboa, Museu do Chiado / Museu Nacional de Arte Contemporânea
Período de exibição: 2 de Dezembro de 2010 a 27 de Março de 2011
Horário: Terça-feira a Domingo: 10.00-18.00h. Museu encerrado: segundas-feiras, 1 Janeiro, Domingo de Páscoa, 1 Maio e 25 Dezembro
Comissária: Maria Aires Silveira

Exposição com o apoio da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República