Antígona
Antígona
de Sófocles
Uma iniciativa e produção do Teatro Nacional de São João com apoio institucional da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República
26 de Março a 26 de Abril de 2010
Teatro Nacional de São João, Porto
29 de Abril de 2010
Teatro Viriato, Viseu
8 de Maio de 2010
Teatro Municipal de Braga
14 de Maio de 2010
Teatro Municipal de Vila Real
Tradução de Marta Várzeas
Encenação e cenografia de Nuno Carinhas
Figurinos Bernardo Monteiro
Som Francisco Leal
Luz Rui Simão
Os conceitos de cidade e de cidadania são absolutamente centrais na tragédia grega. O herói trágico, com a sua dor, educa a plateia para a cidadania, para o respeito dos valores sem os quais a cidade sucumbe e os indivíduos sofrem. Na tragédia grega o homem começou a ver os mitos com os olhos do cidadão, e a Antígona de Sófocles dramatiza aquilo que de melhor representa o espírito do novo homem que a cidade democrática exige e quer: o diálogo.
Quando Antígona afronta Creonte, recusando-se a cumprir o édito que proibia o enterro de seu irmão Polinices, as normas jurídicas e os valores morais encontram-se numa relação tensa e por vezes antagónica, revelando que nem sempre os interesses do Estado e os do indivíduo coincidem e reclamando por uma solução que preserve a eficácia exigida por Creonte (quanto à manutenção e promoção da vida em sociedade) e a liberdade inalienável de Antígona (sem a qual a cidadania dá lugar à escravidão moral e o diálogo dá lugar à violência).
Mais informações em: http://www.tnsj.pt

